Atirador de Orlando frequentava Pulse e usava apps gays

ROMA, 14 JUN (ANSA) - Omar Mateen, o autor do atentado que deixou 49 mortos e mais de 50 feridos, cinco deles em estado grave, na boate gay "Pulse", em Orlando, Flórida, costumava frequentar o local e usava aplicativos para encontro entre pessoas do mesmo sexo.   

Em entrevista à emissora "CNN", o funcionário do clube Chris Callen, explicou que Matten costumava aparecer no local ao menos duas vezes por mês nos últimos anos.   

"Ele estava bem amigável quando nos cumprimentava. Ele não parecia o tipo de cara que faria o que fez. Isso não faz sentido", acrescentou Callen.   

Kevin West, que costumava frenquentar a Pulse, por sua vez, revelou ao jornal "Los Angeles Times" que recebeu diversas mensagens de Matten em um aplicativo para encontros gays antes do atentado.   

Os relatos coincidem de que ele era uma pessoa dócil e amigável, o que contrasta com o testemunho de sua ex-mulher e outros conhecidos e familiares. Segundo o segundo grupo, ele era raivoso e costumava surtar quando via dois homens se beijando.   

A Polícia norte-americana tenta agora entender os fatos relatados com o crime. Mateen já havia sido fichado pelo FBI, mas não estava sob investigação no momento do crime.   

Obama - O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, irá visitar na próxima quinta-feira, dia 16, a cidade que foi palco do maior atentado a tiros na história do país.   

Segundo fontes da Casa Branca, Obama "vai prestar homenagem às famílias das vítimas e mostrar a sua solidariedade à comunidade, que começa a curar suas feridas".   

Horas após o ataque, o presidente havia classificado o atentado como um "ato de terror e de ódio".   

Trump - O pré-candidato republicano às eleições, o polêmico magnata Donald Trump, criticou Obama. "Acontece que eu penso que ele simplesmente não sabe o que faz. Mas existem muitas pessoas que pensam que talvez ele não queira entender, talvez ele não queira ver o que está acontecendo". Por anos Trump defendeu que Obama não nasceu em território norte-americano e que ele secretamente professa a fé islâmica. Sua possível rival nas eleições, a democrata Hillary Clinton, também foi alvo das críticas de Trump. Segundo o republicano, ela é muito fraca. "É a pessoa errada no momento errado. Não entende a natureza da ameaça" terrorista .   

"Se eu for eleito, vou suspender a imigração daquelas áreas que tenham conhecidos vínculos com o terrorismo", concluiu Trump.   

Hillary, por sua vez, acusa o magnata, seu ex-amigo, de querer "demonizar" a religião islâmica. (ANSA)
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