Atirador de Orlando pedia fim de ataques no Afeganistão (2)

WASHINGTON, 14 JUN (ANSA) - Omar Sediqque Matteen, o atirador que matou 49 pessoas em uma boate gay de Orlando, queria que os Estados Unidos parassem de bombardear o Afeganistão, país de origem de sua família, embora ele mesmo tivesse nascido em Nova York.   

A revelação foi feita durante uma coletiva de imprensa concedida nesta terça-feira (14) por Patience Carter, uma das sobreviventes do massacre. Segundo ela, o terrorista explicou a pessoas presas no banheiro da casa noturna que queria que a "América parasse de bombardear o seu país".   

"Depois, ele perguntou se havia negros", prosseguiu a mulher, que é afro-americana. "Eu estava com muito medo para responder, mas um homem respondeu e disse: 'Somos em seis ou sete'", afirmou Carter. Em seguida, o assassino rebateu: "Vocês sabem que não tenho problemas com os negros, isso diz respeito ao meu país".   

Os EUA realizam operações no Afeganistão desde 2001, quando invadiram a nação asiática para caçar o fundador da Al Qaeda, Osama bin Laden, tido como responsável pelos atentados de 11 de setembro. Washington acusava o Talibã, que detinha o poder em Cabul, de esconder o terrorista.   

O regime fundamentalista foi derrubado naquele mesmo ano pelos Estados Unidos, que ainda mantêm tropas no Afeganistão, só que agora mais para dar suporte e treinamento ao atual governo. No entanto, bombardeios e ataques com drones continuam ocorrendo.   

Em maio passado, um deles, na fronteira com o Paquistão, matou o líder talibã Akhtar Mansour.   

Desde o massacre de Orlando, ocorrido no domingo passado (12), o mundo vinha tentando entender as motivações de Mateen. Homofobia e uma ligação com o grupo jihadista Estado Islâmico - durante o atentado, o terrorista jurara lealdade ao EI - eram as principais hipóteses até aqui. No entanto, o pai dele, Mir Sediqque, já havia dado a pista do Talibã ao aparecer em vídeos criticando os políticos que comandam o Afeganistão e elogiando a organização fundamentalista, principal alvo dos bombardeios dos EUA no país. (ANSA)
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