Pistorius caminha sem próteses para tentar diminuir pena

ROMA, 15 JUN (ANSA) - O ex-atleta olímpico e paralímpico Oscar Pistorius caminhou sem as próteses durante a última audiência de apelação para tentar reverter sua condenação por assassinato, ocorrida nesta quarta-feira (15) no Tribunal de Pretória.   


Pistorius foi condenado a cinco anos de detenção por homicídio culposo (quando não há intenção), em outubro de 2014, pela morte de sua então namorada Reeva Steenkamp, no dia 14 de fevereiro de 2013, considerado o Dia dos Namorados no país. Em dezembro de 2014, no entanto, a pena foi cancelada e agravada para homicídio, que é considerado mais grave e cuja pena pode chegar a 15 anos de detenção.   


Porém, em outubro do ano passado, ele recebeu o direito de cumprir a pena em regime domiciliar, o que revoltou os pais da ex-modelo e a opinião pública sul-africana.   


Sob o pedido de seu advogado, Barry Roux, o sul-africano quis mostrar aos jurados o que significa sua "desvantagem física e psicológica" de viver sem os pés. Assim, a defesa quis derrotar "os inimigos" - ou seja, os julgamentos da opinião pública - que se formaram ao redor da figura e do comportamento do ex-atleta.   


Roux ainda afirmou que era nessa posição que o ex-atleta estava quando "foi acordado" pelo suposto ladrão que teria entrado no banheiro de sua casa, local onde Steenkamp foi assassinada com quatro tiros. Segundo o advogado, o homem que mal conseguia parar em pé no tribunal "não é o homem forte e ambicioso" que fez história nas Olimpíadas em Londres seis meses antes do fatídico episódio.   


O representante ainda alegou que, pela situação, Pistorius não estava "lúcido ou racional" e que quem está sendo julgado "não é o homem vencedor de medalhas de ouro", mas "um homem de 1,85m quando equilibrado sobre partes da perna, às 3h da manhã, no escuro".   


Além da defesa, o promotor Gerrie Nel, representante da acusação, pediu o aumento da pena de Pistorius para 15 anos de prisão, dizendo que a Corte não pode eximir-se de aplicar a pena mínima para o homicídio. Segundo ele, os jurados "tem o dever" de aplicar o que estabelece a lei e que, se houver atenuantes, entrará com novo recurso.   


Após a audiência desta quarta, a juíza Thokozile Masipa anunciou que o veredicto do caso será anunciado no dia 6 de julho. (ANSA)
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