Serra recebe Capriles e apoia referendo contra Maduro

BRASÍLIA, 15 JUN (ANSA) - O líder opositor da Venezuela Henrique Capriles agradeceu o apoio do governo interino de Michel Temer após encontro com o chanceler José Serra, que, por sua vez, elogiou o referendo que a oposição tenta promover contra o governo de Nicolás Maduro.   

De acordo com o Itamaraty, o Serra e Capriles conversaram sobre as iniciativas em curso no âmbito da Organização dos Estados Americanos (OEA), da União das Nações Sul-americanas (Unasul) e do Mercosul sobre o andamento do processo de convocação do referendo, ocasião em que Serra destacou que o Brasil "vê com bons olhos essa alternativa".   

Em declaração a jornalistas, o chanceler acrescentou que, apesar de a política de Brasília ser de não interferir nas decisões de outros países, "não podemos permanecer indiferentes" a respeito da Venezuela, assolada por uma severa crise econômica e política.   

Serra ainda disse que "um país que tem presos políticos não pode ser considerado democrático". Uma das maiores bandeiras da oposição venezuelana é uma "Lei de Anistia" para os mais de 80 opositores detidos após uma onda de manifestações contra o chavismo em 2014. Segundo organizações de direitos humanos de todo o mundo, as detenções são arbitrárias.   

"Vamos ter no Brasil, pelo que me disse o chanceler, um aliado firme na defesa da Constituição", apontou Capriles, acrescentando que "vamos [embora] com a tranquilidade de que o Brasil terá uma posição firme". Encontro foi realizado em Brasília, em meio a um giro de Capriles pela América Latina - ele já se encontrou com Horacio Cartes no Paraguai e Mauricio Macri na Argentina. EUA - Após o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, defender durante a Assembleia Geral da OEA o referendo revogatório, ele concordou, em reunião com sua homóloga venezuelana, Delcy Rodríguez, em dar início a um diálogo bilateral para diminuir a tensão entre as nações. Segundo Maduro, "eles propuseram o início de uma nova etapa de diálogo, com novos canais de comunicação e um conjunto de encontros de alto nível de maneira imediata e eu disse a nossa chanceler:'aprovado'". Venezuela e Estados Unidos tem uma relação tensa desde o final dos anos 1990, quando Hugo Chávez assumiu o Poder. Segundo os chavistas, os "imperialistas" norte-americanos tentam "desestabilizar" a política interna do país. Os países estão sem embaixadores nas duas nações desde 2010.   

Em março do ano passado, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, classificou a Venezuela como uma ameaça para a segurança nacional norte-americana e anunciou sanções contra sete funcionários venezuelanos que Washington acreditava ter violado direitos humanos. Este ano, as medidas foram renovadas. (ANSA)
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