Chefão da F1 rechaça denúncia sobre direitos humanos em Baku

BAKU, 16 JUN (ANSA) - O chefão da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, afirmou estar com a consciência "100% tranquila" ao realizar o Grande Prêmio da categoria no Azerbaijão. Em entrevista aos jornalistas nesta quinta-feira (16), o britânico disse que não acredita que o país viole os direitos humanos e ainda indagou sobre o que seria isso.   


"Algum de vocês sabe o que são direitos humanos? No momento em que alguém me disser o que são direitos humanos, aí então podemos verificar quando e onde devemos aplicá-lo. Pelo que me lembro, não há corridas em países em que não há corrupção", disse o chefão da F1.   


Ao ser informado sobre a prisão de jornalistas pelo governo, Ecclestone minimizou a situação e disse que "depende do que eles escreveram".   


No início do mês, a ONG Anistia Internacional se reuniu com lideranças da categoria para falar sobre a questão e tentar cancelar o GP. Porém, a hipótese foi rechaçada.   


A F1 é constantemente criticada por realizar competições em países que vivem em ditaduras ou que impõe regimes sociais segregacionais. Talvez o caso mais emblemático tenha sido a permanência da categoria por anos na África do Sul em pleno regime do apartheid. Nos últimos anos, as polêmicas ficaram por conta das provas na China e no Bahrein, ambos acusados de violar direitos humanos de sua população.   


A prova em Baku será a etapa do ano do GP da Europa e entrou no calendário pela primeira vez na história. O circuito, que une a parte antiga e moderna da capital do Azerbaijão, ocorre no domingo (19). (ANSA)
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