Deputada italiana cobra Brasil por dados sobre zika

ROMA, 16 JUN (ANSA) - A virologista e deputada italiana Ilaria Capua pediu para o Brasil reformar "com urgência" sua lei de biossegurança para disponibilizar à comunidade científica internacional dados e amostras sobre o vírus zika.   

O apelo foi lançado por meio de uma carta publicada pela revista "Nature", no mesmo dia em que ela deixa a Itália rumo aos Estados Unidos, onde dirigirá, a partir de 20 de junho, o centro de excelência da Universidade da Flórida para a saúde humana, animal e ambiental.   

Segundo Capua, a vantagem de compartilhar informações sobre doenças ficou evidente na pandemia de gripe suína em 2009, que atingiu inclusive o Brasil. A virologista também escreveu que os Estados Unidos deveriam estabelecer linhas de atuação que permitam a pesquisadores, instituições e governos "harmonizarem" os "códigos de comportamento" em relação a ameaças biológicas.   

No início do ano, autoridades sanitárias dos EUA e da Organização das Nações Unidas (ONU) haviam dito que o Brasil não estava compartilhando amostras do zika suficientes para o desenvolvimento de pesquisas no exterior sobre sua ligação com a microcefalia e para a criação de exames, remédios e vacinas.   

No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) evitou críticas ao país e disse que a entrega de exemplares do microrganismo não é necessária, já que o zika atual é muito similar ao encontrado na Polinésia Francesa. Uma lei brasileira impede o envio de amostras para o exterior, com o objetivo de proteger o patrimônio genético nacional. (ANSA)
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