Mesmo no hospital, Berlusconi pede votos para candidato

ROMA, 17 JUN (ANSA) - Ainda internado devido a uma cirurgia para substituição da válvula aórtica, o ex-primeiro-ministro da Itália Silvio Berlusconi não esqueceu o animal político que vive dentro de si e aproveitou o último dia de campanha do segundo turno das eleições municipais no país para pedir votos no seu candidato a prefeito em Milão, Stefano Parisi.   

De dentro do hospital, o líder conservador e presidente do partido Força Itália (FI) emitiu um comunicado dizendo que Parisi, fundador de um site de streaming, é a melhor opção para comandar a segunda maior cidade da nação. "Daqui a poucas horas, Milão escolherá seu prefeito, e torço para que se premie a seriedade, a confiança e a competência de Stefano Parisi. Ele conhece as regras da boa administração e da economia", escreveu o ex-primeiro-ministro.   

O candidato foi convencido pessoalmente por Berlusconi a entrar na disputa e enfrenta um adversário difícil, o ex-CEO da Expo Milão 2015 Giuseppe Sala, apoiado pelo premier Matteo Renzi, do centro-esquerdista Partido Democrático (PD). Sala venceu o primeiro turno e aparece com vantagem nas pesquisas para o segundo, mas com uma margem bastante estreita.   

Sua candidatura é uma aposta pessoal de Renzi, que vê nas eleições municipais uma maneira de se fortalecer para o decisivo referendo constitucional que será realizado em outubro. Se a população vetar a reforma que reduz os poderes do Senado, o primeiro-ministro já prometeu deixar a política.   

Outra frente crucial para ele e para o PD é a da capital Roma, onde a postulante do oposicionista Movimento 5 Estrelas (M5S), Virginia Raggi, é favorita para vencer o centro-esquerdista Roberto Giachetti, aliado do premier. Se faturar o pleito, o M5S, que é liderado pelo humorista Beppe Grillo e chacoalhou a política italiana com sua plataforma populista, conquistará a maior cidade do país, um feito inédito para a legenda.   

O PD já ficou de fora do segundo turno em Nápoles - terceira metrópole da Itália e onde a disputa se dá entre o prefeito Luigi de Magistris (Lista Cívica) e Gianni Lettieri (FI) -, por isso derrotas em Roma e Milão seriam um duro golpe na relativa estabilidade mantida por Renzi até aqui.   

A situação da centro-esquerda parece mais tranquila em Turim e Bolonha, onde os prefeitos Piero Fassino e Virginio Merola são favoritos contra os rivais Chiara Appendino (M5S) e Lucia Borgonzoni (Liga Norte e FI), respectivamente.   

Além dessas cinco frentes cruciais, os italianos irão às urnas no próximo domingo (19) em outras 121 cidades, incluindo mais uma capital de região (Trieste) e 14 capitais de província (Benevento, Brindisi, Carbonia, Caserta, Crotone, Grosseto, Isernia, Latina, Novara, Olbia, Pordenone, Ravenna, Savona e Varese). (ANSA)
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