'Morte aos traidores!', diz assassino de Jo Cox

BIRSTALL E LONDRES, 18 JUN (ANSA) - Em sua primeira audiência diante da justiça britânica, Tommy Mair, o homem incriminado pelo assassinato da deputada trabalhista Jo Cox, não deixou dúvidas sobre os motivos do crime.   

"Morte aos traidores, Grã-Bretanha livre!", foram as primeiras palavras ditas pelo acusado aos juízes da Corte de Westminster, que apenas haviam pedido para ele falar seu nome. O homem compareceu ao tribunal neste sábado (18) para a formalização das denúncias contra ele.   

Mair responderá por homicídio doloso, posse de armas de fogo e de corte e lesões pessoais graves. O crime ocorreu na última quinta-feira (16), em Birstall, e vitimou uma estrela ascendente do Partido Trabalhista e cabo eleitoral ativa pela permanência do Reino Unido na União Europeia, questão que será tema de um referendo no dia 23 de junho.   

Ele também é acusado de lesões pessoais graves por ter agredido um senhor de 77 anos que tentou defender Jo Cox. O réu teria ligações com grupos de extrema-direita britânicos e, antes de atacar a parlamentar, teria gritado "Britain First" ("Bretanha Primeiro"), em referência à legenda nacionalista homônima. Além disso, ele possui um histórico de doença mental.   

Por conta do assassinato, a campanha dos dois lados em disputa no referendo foram suspensas, justamente no momento em que as pesquisas apontavam uma pequena vantagem dos defensores da chamada "Brexit", termo em inglês para "saída britânica". No entanto, os efeitos da morte de Cox na consulta popular ainda são incertos, embora o episódio possa servir para mobilizar os adeptos da permanência. (ANSA)
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