Eleições na Itália começam com queda na afluência

ROMA, 19 JUN (ANSA) - Começou com queda na afluência às urnas o segundo turno das eleições municipais na Itália, que definirão os prefeitos de 126 cidades, incluindo seis capitais de região e 14 de província.   

Ao meio-dia (7h em Brasília), a participação nos 113 municípios onde o pleito é organizado pelo Ministério do Interior era de 14,48%, enquanto no primeiro turno a presença popular até as 12h foi de 16,72%. Ainda há 13 cidades de Friuli-Veneza Giulia e Sicília cujas eleições são feitas pela administração regional.   

Nas metrópoles, as únicas a irem contra essa tendência de queda são Milão, capital da Lombardia e que registrou afluência de 15,93% (contra 15,56% no dia 05 de junho), e Turim, capital do Piemonte, com 14,8% (contra 14,06%). Já na capital da Itália, Roma, a participação caiu de 14,12% para 13,28%.   

Porém a redução mais drástica ocorreu em Nápoles, capital da Campânia, onde a presença dos eleitores diminuiu de 15,16% no primeiro turno para 10,06% no segundo. Ao todo, 8,6 milhões de italianos foram chamados às urnas, que ficam abertas até as 23h (18h em Brasília).   

O pleito - A disputa que chama mais atenção é a de Roma, onde a expectativa é por uma vitória inédita do Movimento 5 Estrelas (M5S), liderado pelo humorista Beppe Grillo. Sua candidata na "cidade eterna", Virginia Raggi, é favorita para vencer o postulante do Partido Democrático (PD), Roberto Giachetti, que já havia ficado atrás da rival no primeiro turno.   

Ele é uma aposta pessoal do primeiro-ministro Matteo Renzi, secretário do PD, mas não conseguiu conter o efeito de novidade representado por Raggi. Se triunfar, ela será a primeira mulher prefeita de Roma e dará ao populista e antipartidário M5S o comando da maior cidade do país.   

Outra frente de batalha importante - e imprevisível - é Milão, segunda metrópole da Itália. Na capital da Lombardia, as pesquisas mostram uma disputa bastante apertada entre o ex-CEO da Expo 2015 Giuseppe Sala, apoiado por Renzi, e o executivo Stefano Parisi, pupilo do líder conservador Silvio Berlusconi.   

Como Roma parece estar a caminho do Movimento 5 Estrelas, uma vitória em Milão é crucial para não enfraquecer o projeto nacional do Partido Democrático e do primeiro-ministro. Renzi vê nas eleições municipais uma maneira de se fortalecer para o decisivo referendo constitucional que será realizado em outubro.   

Se a população vetar a reforma que reduz os poderes do Senado, o chefe de governo prometeu deixar a política.   

O PD já ficou de fora do segundo turno em Nápoles - terceira metrópole da Itália e onde a disputa se dá entre o prefeito Luigi de Magistris (Lista Cívica) e Gianni Lettieri (FI) -, por isso derrotas em Roma e Milão seriam um duro golpe na relativa estabilidade mantida pelo primeiro-ministro até aqui.   

A situação da centro-esquerda parece mais tranquila em Turim e Bolonha, onde os prefeitos Piero Fassino e Virginio Merola são favoritos contra os rivais Chiara Appendino (M5S) e Lucia Borgonzoni (Liga Norte e FI), respectivamente. A outra capital regional em disputa é Trieste, que deve ter uma vitória do conservador Roberto Dipiazza. (ANSA)
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