Nova prefeita de Roma pode enterrar candidatura olímpica

ROMA, 20 JUN (ANSA) - Primeira mulher eleita prefeita de Roma e a mais jovem escolhida para exercer o cargo, Virginia Raggi, de 37 anos, terá de lidar nos próximos meses com um tema bastante espinhoso: a candidatura da "cidade eterna" para sediar as Olimpíadas de 2024.   

Já confirmado e apoiado com entusiasmo pelo primeiro-ministro Matteo Renzi, o pleito da capital italiana para receber os Jogos foi um dos temas mais quentes da campanha eleitoral na cidade e serviu de plataforma para Raggi, que inicialmente se mostrou radicalmente contra o projeto, mas depois amenizou o tom.   

Em uma entrevista ao jornal italiano "Il Tempo" em fevereiro passado, a hoje prefeita eleita, que pertence ao partido populista e antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S), criticou a candidatura de Roma e disse que primeiro era preciso "reorganizar a cidade".   

"As Olimpíadas são um presente econômico normalmente usado para construir grandes obras que ficam incompletas. É preciso se concentrar no básico", afirmou na ocasião. Três meses depois, no fim de maio, declarou em um comício que era "criminoso" pensar em Jogos Olímpicos enquanto a capital "morria afogada em trânsito e buracos".   

Pouco depois, ela explicou que não era bem assim. Segundo Raggi, o fundamental é cuidar primeiro do básico, depois do "extraordinário", e o M5S não tem nenhum "preconceito" contra as Olimpíadas. Por conta dessas idas e vindas, ainda é incerto qual será o posicionamento dela como prefeita em relação ao tema.   

É pouco provável que Roma seja escolhida se não houver pleno empenho de Raggi, que já falou algumas vezes em submeter a questão ao povo por meio de um referendo. Contudo, nesta segunda-feira (20), dia seguinte ao segundo turno das eleições municipais, o líder do Movimento 5 Estrelas, Beppe Grillo, escreveu em seu blog que quem fala em Olimpíadas está "completamente descolado da realidade do país".   

Além disso, mesmo que Raggi decida fazer uma consulta popular, o tempo necessário para organizá-la poderia atrasar os preparativos da "cidade eterna". No início de agosto, o Rio de Janeiro receberá uma reunião do Comitê Olímpico Internacional (COI) com a presença de representantes de todos os países e cidades postulantes, lista que ainda inclui Budapeste (Hungria), Los Angeles (EUA) e Paris (França). Salvo surpresas, Raggi não deve participar do encontro. (ANSA)
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