Número de deslocados por conflitos bate recorde em 2015

GENEBRA, 20 JUN (ANSA) - O número de pessoas que fugiram de guerras, perseguições e violência em todo o mundo alcançou o recorde histórico de 65,3 milhões em 2015, um cifra 9,7% maior que a registrada no ano anterior, apontou um relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).   

O documento "Tendências Globais" publicado hoje, dia 12, quando é comemorado o Dia Mundial dos Refugiados, destaca que esta é a primeira vez que o número ultrapassa o de 60 milhões, superando a população de países como Itália e Inglaterra.   

Ainda de acordo com o texto, atualmente, uma em cada 113 pessoas no mundo é refugiada, requerente de asilo ou foi obrigada a se deslocar.   

Além disso, cerca da metade dos refugiados em todo mundo são crianças e a guerra na Síria, iniciada em março de 2011, é o maior motivo de deslocamento.   

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse que este é o momento de "analisar o impacto devastador de guerras e perseguições".   

"O aumento da xenofobia e das restrições no que diz respeito ao acesso ao asilo ficaram cada vez mais visíveis em algumas regiões, onde o espírito de partilhar as responsabilidades foi substituído pela intolerância", acrescentou. Itália - O presidente da Itália, Sergio Mattarella, disse hoje, por sua vez, que os refugiados "enriquecem nosso país".   

"A Itália sofre com baixos índices de natalidade e a chegada de jovens talentosos e capazes será enriquecedora se for corretamente administrada", acrescentou.   

Ainda segundo Mattarella, é preciso uma recepção "inteligente", que garanta a paz e a ordem, e não muros que causem mais divisões. "Algumas vezes são registradas reações fomentadas por medo, desorientação ou até pior, indiferença", concluiu.   

Refugiados - Felix, um refugiado de Burkina Faso que montou uma ONG de educação de imigrantes, pediu que os italianos não tenham medo dele ou de seus colegas.   

"Nós fomos tirados de nossas raízes, mas, recebendo oportunidades, ainda somos capazes de oferecer muitos frutos", acrescentou.   

Ele foi um dos três refugiados que falaram junto a Mattarella durante o evento realizado em ocasião do Dia Mundial dos Refugiados. (ANSA)
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