Paris proíbe passeatas contra reforma trabalhista

PARIS, 20 JUN (ANSA) - A Prefeitura de Paris impôs aos sindicatos franceses uma norma que obriga as manifestações contra a reforma trabalhista do presidente François Hollande a permanecerem "paradas".   

A decisão foi tomada após os episódios de violência do último dia 14 de junho, que deixaram cerca de 30 feridos e um rastro de destruição na capital. Ou seja, daqui para frente os protestos não poderão ter passeatas, sendo forçados a se concentrarem em um só local.   

Com a realização da Eurocopa 2016, o primeiro-ministro Manuel Valls havia pedido para os sindicatos anularem as manifestações programadas para 23 e 28 de junho, mas as entidades decidiram manter os atos.   

A reforma trabalhista tem como meta dar mais flexibilidade para empresas negociarem as jornadas diretamente com seus funcionários. Além disso, o projeto prevê o relaxamento das normas para demissão sem justa causa e a redução dos valores pagos por horas extras.   

O texto é bastante parecido com o "Ato Trabalhista" aprovado pelo governo italiano em 2015 e duramente criticado pela ala mais à esquerda da base aliada do primeiro-ministro Matteo Renzi. (ANSA)
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