Primeira prefeita eleita promete 'nova era' em Roma

ROMA, 20 JUN (ANSA) - A nova prefeita de Roma, Virginia Raggi (Movimento 5 Estrelas), usou as redes sociais nesta segunda-feira (20) para celebrar a vitória nas urnas conquistada ontem (19).   

"Hoje, abre-se uma nova era. Não poderia deixar de falar sobre os quatro meses de campanha que se tornaram praticamente uma "guerra" sem precedentes. O ponto é que eles não conseguiram nos parar. Sinal de que somos mais fortes e que os romanos, sobretudo, são fortes", escreveu a representante do M5S.   

Raggi aproveitou para agradecer aos fundadores do partido, o comediante Beppe Grillo e Gianroberto Casaleggio - falecido em abril deste ano. "Se a capital da Itália terá, pela primeira vez, uma prefeita, isso se deve ao M5S. Se deve a Grillo e Casaleggio", postou.   

A vitória do M5S impôs uma dura realizada ao Partido Democrático (PD), do primeiro-ministro Matteo Renzi. A líder do PD na Câmara dos Deputados, Laura Boldrini, afirmou que o resultado das urnas mostram "um claro sinal de necessidade de mudança" e a baixa afluências nas urnas provou isso.   

"É como se os italianos não acreditassem mais. É preciso reativar a participação e os partidos devem ser centros de agregação. É preciso fazer de uma maneira que os partidos sejam mais transparentes e limpos", reforçou Boldrini durante sua viagem a Beirute.   

Porém, a deputada ressaltou a importância política de "duas jovens mulheres" liderando grandes cidades e informou que parabenizou tanto Raggi como Chiara Appendino, que venceu em Turim.   

Já o comissário do PD em Roma, Matteo Orfini, afirmou que após o resultado na cidade "acredito que nós não podemos fazer apenas uma coisa: discutir de mentira". "Precisamos ter o dever da sinceridade. Que significa reconhecer os erros, mas também reconstruir os fatos com precisão para evitar errar de novo. E vale para todos, e antes de todos, para mim mesmo. Tentarei dar o passo inicial", ressaltou.   

A cidade de Roma foi envolvida em um grande escândalo de corrupção no ano passado, que ficou conhecido como "Máfia Capital".   

Apesar do então prefeito Ignazio Marino, do PD, não ter sido citado no esquema, ele acabou renunciando por pressão da própria sigla - que considerou que ele não fez o suficiente para evitar a infiltração da organização na administração pública. Desde novembro do ano passado, a cidade é governada por comissários e, agora, foi para as mãos da oposição.   

Para Orfini, o escândalo "Máfia Capital" foi o grande causador da derrota do partido. "Antes do comissariamento, havia o PD da máfia capital, que é a razão ao fundo da discussão de derrota que falamos hoje. Havia um partido reticente, havia uma administração inadequada, haviam assessores que infringiam a lei, mais ou menos conscientes disso. Hoje estamos debilitados e convalescentes. Antes estávamos atingidos em cheio pela doença", acrescentou.   

Já em Milão, a maior vitória do partido de Renzi, o eleito Giuseppe Sala foi almoção em uma escola pública. "Hoje almoço com os cidadãos do futuro. Vou lhes escutar para construir a Milão do futuro", disse o ex-CEO da Expo Milão. (ANSA)
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