Renzi reconhece derrota eleitoral e pede mudanças mo partido

ROMA, 20 JUN (ANSA) - O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, reconheceu a derrota de sua sigla, o Partido Democrático (PD), nas eleições municipais, mas pediu calma e reflexão para seus correligionários.   

"Confirmamos que o voto tem razões de forte impacto territorial, mas há um elemento nacional: uma vitória limpa e indiscutível nas cidades do [Movimento] 5 Estrelas contra nós. É preciso ser muito claro e usar o termo certo para chamar as coisas com seus nomes",continuou.   

"Votou-se em 1,3 mil cidades, os resultados são muito diversos, para dar uma visão homogênea, por causa da questão territorial, mas há um elemento nacional que precisamos analisar", afirmou o premier nesta segunda-feira (20).   

O líder do governo rechaçou as afirmações de que os italianos votaram no M5S como forma de protesto contra seu governo.   

Segundo ele, a vitória do comandados por Beppe Grillo foi causada "por quem melhor entendeu a vontade de mudança" da população.   

"As eleições foram vencidas por aqueles que entenderam a vontade de mudar dos territórios, mais do que por um protesto, raiva ou por questões populistas. Será interessante refletir sobre esses temas. Ninguém deve dramatizar ou minimizar os dados das administrativas. É preciso esperteza e bom senso para entender o que o povo de algumas cidades deu de mensagem", destacou ainda.   

No segundo turno das eleições, realizado neste domingo (19), os governistas viram o opositor M5S vencer em 19 das 20 cidades que concorreu ontem. Entre as maiores quedas, estão as cidades de Roma e de Turim, que escolheram deixar o governo do PD para ir para o M5S.   

Mas, a situação na Itália não assusta Renzi. Para ele, "é normal" que após dois anos de seu governo nacional, as pessoas optem por outros caminhos. A questão agora é a sigla se reunir "para que os erros não se repitam". A convenção do PD, que estava marcada para a próxima semana, foi adiantada para esta sexta-feira (24) por causa do péssimo desempenho nas eleições.   

Para o premier, é preciso que a legenda "não faça uma leitura banal do voto" porque essa é uma "situação muito mais complicada". "Precisamos combinar os valores da nossa comunidade com a capacidade de abrir-se ao novo sem cair no ineditismo", ressaltou.   

Ao ser questionado por jornalistas sobre se a eleição terá impactos sobre o referendo que mudará a Constituição, o premier voltou a afirmar que não acredita que haja relação entre ambas as situações. Há alguns meses, Renzi afirmou que renunciaria ao cargo caso perdesse o referendo popular.   

As falas de Renzi ocorreram após um encontro a porta fechadas, na sede do governo italiano, com o chef Massimo Bottura, escolhido o chef do melhor restaurante na semana passada. (ANSA)
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