Senado dos EUA analisa medidas de restrição a venda de armas

SÃO PAULO, 20 JUN (ANSA) - Uma semana após o massacre na boate gay Pulse, em Orlando, o Senado dos Estados Unidos analisará nesta segunda-feira (20) medidas que podem alterar a venda de armas de fogo no país, um dos debates mais sensíveis na política doméstica norte-americana.   

O projeto de lei prevê quatro medidas de controle de venda de armas e vem após o senador democrata Chris Murphy liderar um protesto de cerca de 15 horas na última quinta-feira, que ocupou o plenário do Senado para pressionar seus colegar a discutirem o texto, o qual está na forma de emendas a uma lei orçamentária do Departamento de Justiça. As medidas tentam impedir que um suspeito de aliança com grupos terroristas tenha acesso a uma arma de fogo. Duas das medidas foram propostas pelos democratas e as outras duas são defendidas pelos republicanos: análise de histórico médico e antecedentes criminais; verificação se o comprador está na lista de suspeitos de ligação com grupos terroristas; autorização para a Advocacia-Geral atrasar a venda de alguma arma a pessoas suspeitas; emissão de um alerta ao FBI caso um suspeito de terrorismo conseguido adquirir uma arma. O massacre em Orlando, cometido pelo jovem Omar Marteen, de 29 anos, deixou 49 pessoas mortas, além do próprio atirador, que foi assassinado pela polícia. Durante o crime, Marteen disse que era aliado do grupo extremista Estado Islâmico (EI, ex-Isis). Uma pesquisa do instituto Ipsos revelou na semana passada que 71% dos norte-americanos são favoráveis a uma regulamentação e a uma restrição mínima para a venda de armas no país. No entanto, o tema é polêmico nos EUA, pois o porte de arma é um direito protegido pela Segunda Emenda à Constituição.   

Atualmente, o Senado norte-americano é composto por 44 democratas, 54 republicanos e dois independentes. (ANSA) Murphy foi eleito senador por Connecticut, onde em 2012 um jovem disparou contra crianças na escola Sandy Hook e matou 20 estudantes e seis adultos. (ANSA)
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