COI mantém suspensão de atletismo da Rússia nas Olimpíadas

ROMA, 21 JUN (ANSA) - O Comitê Olímpico Internacional (COI) informou que manteve a decisão da Federação Internacional de Atletismo (Iaaf, na sigla em inglês) em suspender todos os atletas russos das Olimpíadas do Rio de Janeiro.   


Porém, a entidade abriu uma exceção para os "atletas limpos": caso eles desejem competir, precisarão passar por testes antidoping em laboratórios de outros países. O anúncio foi feito na manhã desta terça-feira (12) em Lausanne, na Suíça.   


"A conclusão do COI é que as alegações contra a Rússia põem sérias dúvidas sobre a presunção de inocência dos atletas.   


Portanto, cada atleta que vem desse país precisará passar por exames independentes e fora de locais onde os laboratórios tenham sido afetados", informou o presidente da entidade, Thomas Bach.   


A medida, segundo analistas, foi tomada para evitar que haja um boicote total da Rússia à competição. Ontem (20), o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que as punições em casos de doping "devem ser individuais" e que a ideia de "punição coletiva" é contrária aos ideias olímpicos dos Jogos.   


Ainda durante a coletiva de imprensa, Bach disse que o COI está apoiando "plenamente" a decisão da Iaaf e ainda destacou o "enorme esforço e profissionalismo do Comitê Olímpico russo" para fazer melhorias nos sistema de monitoramento e análises.   


O chefão do COI também pediu para que as federações internacionais "façam todo o esforço possível" para manter longe da Rio 2016 os atletas que usem substâncias dopantes. Para isso, as entidades nacionais devem usar as listas repassadas pelo órgãos sobre os atletas que foram flagrados nos novos exames antidoping realizados nos participantes das Olimpíadas de 2008 e 2012.   


A decisão da Iaaf foi anunciada na última sexta-feira (17), após os laboratórios russos e as autoridades do país fracassarem na comprovação de que melhoraram seu sistema de monitoramento. A denúncia contra os russos foi feita pela Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês).   


Logo após o comunicado, a bicampeã olímpica no salto com vara, Yelena Isinbayeva, informou que entrou com uma ação judicial para ter o direito de competir - já que nunca foi flagrada em nenhum exame antidoping em sua carreira. (ANSA)
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