Ser presidente na América Latina causa danos à saúde

BUENOS AIRES, 21 JUN (ANSA) - O presidente da Argentina, Mauricio Macri, voltou a se machucar. Ele torceu o joelho enquanto jogava paddle, uma espécie de tênis, na residência presidencial de Olivos, informaram representantes do governo.   

Esta é a terceira vez desde que ele assumiu a Presidência, há cerca de seis meses.   

Ainda segundo o comunicado oficial, o empresário e mandatário será devidamente tratado e "o inconveniente não o impede de dar continuidade com suas obrigações, por isso mantém sua agenda".   

Em janeiro, Macri sofreu uma fratura nas costelas enquanto brincava com a filha, Antonia. Dias atrás, no começo de junho, foi vítima de uma arritmia cardíaca.   

Os episódios, no entanto, parecem ser uma constante da Presidência argentina, uma vez que ao menos cinco dos últimos líderes do país apresentaram problemas de saúde em algum momento de sua gestão.   

Carlos Menem, Fernando de la Rúa, Néstor e Cristina Kirchner passaram por internações e diagnósticos preocupantes. Em 1993, Menem sofreu uma obstrução na artéria carótida, tendo que ser internado e operado.   

De la Rúa, que passou por diversas cirurgias nos últimos anos por conta de seu delicado estado de saúde, sofre de um câncer de bexiga. Durante seu governo, ele passou por problemas cardíacos e teve que realizar uma angioplastia em 2001.   

Morto em 2010, quando já havia deixado o governo, Néstor Kichner apresentou um quadro de gastrite erosiva aguda com hemorragia em 2004.   

Entre 2008 e 2015, Cristina Kirchner assustou seus eleitores em mais de uma ocasião e chegou a passar por uma intervenção cirúrgica no cérebro após uma queda, além de apresentar quadros de baixa pressão e um falso diagnóstico de câncer.   

No âmbito latino-americano, as cifras são ainda mais assustadoras, ao menos cinco presidentes foram diagnosticados com câncer nos últimos anos.   

Em 2009, Dilma Rousseff passou por tratamento por conta de um câncer no sistema linfático ainda durante a campanha eleitoral de seu primeiro mandato, sendo considerada curada meses mais tarde.   

Ainda no Brasil, no ano seguinte, o ex-líder Luiz Inácio Lula da Silva passou por tratamento de um tumor na laringe. Em 2010, o então presidente do Paraguai, Fernando Lugo, foi diagnosticado com um linfoma de Hodgkins (não agressivo). Após ter sido tratado no Brasil, ele foi considerado curado.   

Neste mesmo ano, o líder da Venezuela, o chavista Hugo Chávez, anunciou um tumor cancerígeno "na região da pélvis", que acabaria levando sua vida anos mais tarde, em 2013.   

Em 2012, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, teve que operar um tumor cancerígeno na próstata. (ANSA)
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