Após veto, polícia autoriza manifestação em Paris

PARIS, 22 JUN (ANSA) - Os sindicatos franceses anunciaram que obtiveram do Ministério do Interior do país o direito de realizar o ato contra a reforma trabalhista do presidente François Hollande que está previsto para esta quinta-feira (23).   

Horas antes, a Prefeitura de Polícia de Paris, alegando questões de segurança, havia proibido a manifestação, mas as entidades concordaram em fazer o protesto em um itinerário definido pelo governo, que começará e terminará na Praça da Bastilha e terá cerca de 1 km.   

A medida é uma forma de facilitar a atuação das forças de segurança, após a desordem registrada nos atos do último dia 14 de junho, quando episódios de violência deixaram cerca de 30 feridos e um rastro de destruição na capital.   

Desde então se cogitava a hipótese de restringir manifestações sindicais em Paris. Os principais álibis do governo são a realização da Euro 2016, que tem concentrado as atenções da polícia, e o dispositivo antiterrorismo do país.   

Segundo o Palácio do Eliseu, não há forças suficientes para abrir uma "terceira frente". Se o veto à manifestação fosse confirmado, seria a primeira vez desde 1962, na época da Guerra da Argélia, que isso aconteceria.   

Até a Confederação Francesa Democrática do Trabalho (CFDT), sindicato que se comprometeu a apoiar a reforma, havia criticado a proibição anunciada anteriormente pela Prefeitura de Polícia de Paris. Mesmo não aderindo ao protesto, a entidade afirmou que era "indispensável" encontrar os meios para garantir as "mobilizações sindicais".   

Por sua vez, o socialista Hollande ressaltou que a liberdade de greve e manifestação é um direito fundamental, mas acrescentou que é preciso evitar danos ao bem público e garantir a segurança das pessoas. "Quando não há essas condições, não podemos autorizar [os atos]", disse.   

A reforma trabalhista tem como meta dar mais flexibilidade para empresas negociarem as jornadas diretamente com seus funcionários. Além disso, o projeto prevê o relaxamento das normas para demissão sem justa causa e a redução dos valores pagos por horas extras. (ANSA)
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