Astro do atletismo italiano é pego no doping pela 2ª vez

ROMA, 22 JUN (ANSA) - Parece não ter fim a novela protagonizada pelo campeão olímpico de marcha atlética Alex Schwazer. Após ter sofrido um gancho de três anos e nove meses por doping, o atleta italiano voltou a ser acusado de usar substâncias proibidas.   


Segundo a edição desta quarta-feira (22) do jornal "La Gazzetta dello Sport", o marchador testou positivo para anabolizantes em um exame surpresa realizado pela Federação Internacional de Atletismo (Iaaf) no último dia 1º de janeiro, quando ainda se preparava para voltar a competir.   


A trajetória de Schwazer é uma das mais midiáticas da Itália, tanto por suas glórias quanto por suas quedas. Medalha de ouro na marcha atlética de 50 km nas Olimpíadas de 2008, em Pequim, o italiano foi flagrado com o hormônio Eritropoetina (EPO) às vésperas dos Jogos de 2012 e foi suspenso por três anos e nove meses.   


O episódio afetou até sua então namorada, a patinadora Carolina Kostner, punida com 16 meses de gancho por cumplicidade no doping de Schwazer. Mesmo afastado das provas, o marchador italiano sempre falou no sonho de disputar as Olimpíadas do Rio de Janeiro, mesmo com o pouco tempo que teria para conquistar uma vaga.   


Sua punição terminou em 29 de abril de 2016, e ele retornou às provas no dia 8 de maio, quando venceu a Copa do Mundo de Marcha Atlética, disputada em Roma, na categoria 50 km e assegurou o índice olímpico. O resultado também o levou à segunda posição no ranking mundial, o que o colocava como um dos favoritos a medalha no Brasil.   


No entanto, a nova denúncia de doping pode colocar tudo a perder. Schwazer dará uma coletiva de imprensa às 13h (horário de Brasília) para explicar o caso, mas seu advogado, Gerhard Brandstätter, já adiantou que ele é alvo de "acusações falsas e monstruosas". "Aconteceu o que Alex sempre temia, mas nós nos defenderemos e abriremos uma ação", acrescentou.   


De qualquer maneira, a notícia caiu como uma ducha de água fria no esporte italiano, justamente no momento em que atletas da delegação azzurra eram recebidos pelo presidente Sergio Mattarella antes de sua partida para o Rio. "Honestamente, não estou triste nem irritada, mas lamento por ele", declarou a nadadora Federica Pellegrini, porta-bandeira do país nos Jogos.   


(ANSA)
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