Brasil lidera ranking mundial de assassinato de ativistas

ROMA, 22 JUN (ANSA) - O ano de 2015 entrou para a história com o recorde de número de assassinatos de ativistas ambientais no mundo, de acordo com um relatório divulgado nesta quarta-feira (22) pela ONG Global Witness. No ano passado, foram registrados 185 homicídios em 16 países, sendo que o Brasil lidera a lista, com 50 casos, seguido pelas Filipinas (33), pela Colômbia (26), Peru (12), Nicarágua (12) e República Democrática do Congo (11). A maioria das mortes está relacionada a lutas contra projetos de exploração de minérios (42). Em segundo lugar, vem o ativismo contra o lobby do agronegócio (20) e contra a construção de barragens (15) e desmatamentos (15).   


Em 2015, cerca de 40% dos ativistas mortos faziam parte de grupos indígenas. A Global Witness calcula que 16 assassinatos foram cometidos por grupos paramilitares, 13 pelo Exército, 11 pela polícia e 11 por agentes particulares. "É provável que o balanço real das vítimas seja muito maior, já que vários homicídios ocorrem em zonas remotas ou em florestas profundas", disse a ONG. "Para cada crime que documentamos, outros podem ocorrer e nunca serem divulgados". A Global Witness foi criada em 1993 com o objetivo de averiguar vínculos entre a exploração de recursos naturais e conflitos, pobreza, corrupção e abusos de direitos humanos em todo o mundo.   


De acordo com a ONG, nos últimos 10 anos, triplicou o número de mortes de ativistas ambientais. Foram 147 assassinatos em 2012, contra 51 em 2002. (ANSA)
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