Resgate inédito no Polo Sul é finalizado com sucesso

SANTIAGO, 23 JUN (ANSA) - Foi concluída a mais perigosa missão de resgate já realizada pelos Estados Unidos no Polo Sul. Os dois funcionários da base de pesquisa norte-americana de Amundsen-Scott retirados do local por motivos de saúde chegaram a Punta Arenas, no Chile.   

Representantes da Fundação Nacional da Ciência (NSF, na sigla em inglês), que administra a instituição de pesquisa, informaram que eles chegaram com segurança no final da última quarta-feira, dia 22, à cidade no sul chileno após uma longa viagem.   

Agora eles receberão os cuidados médicos que não disponíveis na base de pesquisa.   

Por questões de privacidade, a condição de saúde dos funcionários da base e suas identidades não foram reveladas. Nunca uma operação de resgate na Antártida foi realizada neste período do ano, quando o frio e a escuridão estão em seu ápice, com temperaturas que chegam a - 80ºC. Uma evacuação nesta época é tão perigosa que, em 1999, quando uma médica descobriu um nódulo cancerígeno em seus seios, realizou o próprio tratamento de quimioterapia no local até que pudesse voltar aos Estados Unidos, quase seis meses mais tarde.   

A NSF mantém sigilo absoluto sobre a natureza dos problemas que afetaram ao menos dois membros da equipe de logística. Um acidente é atualmente a hipótese mais provável. Tendo excluído a possibilidade de uma infecção, pois germes não podem sobreviver em temperaturas tão baixas, um dos únicos problemas sérios que podem ter envolvido pelo menos duas pessoas é um acidente, como um trauma que tenha causados um grande ferimento ou talvez uma queimadura grave. Não pode ser excluída a possibilidade de um problema psicológico, considerando as duras condições de isolamento em que se vive em uma base da Antártida durante o inverno. Antonietta Ravesan, que atuou como cirurgiã na base ítalo-francesa de Concordia em 2014 e 2015, explicou, em entrevista à ANSA, que antes de partir para uma missão à Antártica "toda equipe passa por um controle muito rigoroso para detectar problemas físicos ou psicológicos". "Para pedir uma missão de resgate em pleno inverno, deve ter acontecido um problema de gravidade extrema", acrescentou. Atualmente, 48 pessoas -- 39 homens e nove mulheres -- estão baseadas em Amundsen-Scott, que funciona como uma pequena cidade, realizando as mais diversas atividades. (ANSA)
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