'Brexit' terá efeitos 'limitados' sobre economia da Itália

ROMA, 24 JUN (ANSA) - Apesar da saída do Reino Unido da União Europeia afetar todos os países do bloco, o Ministério da Economia e das Finanças (MEF) da Itália acredita que esses efeitos serão menores no país da bota.   

"A saída terá efeitos muito limitados na real economia italiana.   

A solidez das bases das empresas voltará rapidamente a se estabelecer sobre a volatilidade dos mercados financeiros", informou em nota a entidade após uma reunião com o ministro da pasta, Pier Carlo Padoan.   

O documento ainda lembrou que "os fundamentos do sistema bancário estão sólidos", mas que no contexto atual, de volatilidade nos mercados de todo o mundo, "as autoridades estão seguindo com atenção a situação". "O mercado de títulos do Estado foi estabilizado pelos programas do Banco Central Europeu e do percurso de ajustamentos das finanças públicas gerido pelo governo", destacou o órgão.   

Em entrevista à "CNN", após a reunião do MEF, Padoan afirmou que "para muitos, e não apenas para os britânicos, a Europa aparenta ser parte do problema e não da solução - e isso é preocupante".   

"Precisamos renovar o modelo europeu e acredito que a Europa tenha energia e a visão para fazê-lo. Precisamos lidar com isso.   

Nós, políticos, temos uma grande responsabilidade nisso.   

Precisamos de um modelo que busque a criação de trabalho, o crescimento e a solidariedade. A Itália propôs isso, mas não estamos sozinho", ressaltou ainda Padoan.   

Para confirmar a versão do governo italiano, um estudo divulgado pela agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) mostrou que a Itália e a Áustria serão os europeus menos afetados pelo "Brexit". Por outro lado, Irlanda, Malta, Luxemburgo e Chipre estão "expostos complexivamente" aos riscos da saída britânica.   

A conclusão foi apresentada com base no cálculo chamado de "Brexit Sensitivity Index", que analisou a exportação de bens e serviços para o Reino Unido, os fluxos imigratórios e a emigração e os investimentos estrangeiros na Grã-Bretanha.   

(ANSA)
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