Pobreza pode matar 69 mi de crianças até 2030, alerta Unicef

ROMA, 28 JUN (ANSA) - Se não houver intervenções adequadas, até 2030 cerca de 69 milhões de crianças com menos de cinco anos de idade morrerão por causas evitáveis. Esse é o alarme lançado nesta terça-feira (28) pelo Unicef, no seu relatório anual sobre as condições da infância no mundo.   

Chamado "A oportunidade certa para cada criança", o documento aponta que nos próximos 14 anos 167 milhões de pequenos viverão na pobreza e que 750 milhões de meninas se casarão ainda na infância. Além disso, mais de 60 milhões de crianças em idade de escola primária não terão estudo.   

Por outro lado, o relatório aponta que a mortalidade infantil por causas como diarreia, tétano e Aids caiu de 5,4 milhões em 2000 para 2,5 milhões em 2015. Em 29 países o número de meninas na escola é igual ao de meninos, e a quantidade de pessoas vivendo em pobreza extrema foi reduzida quase pela metade em relação a 1990.   

No entanto, segundo o Unicef, esses progressos ainda são insuficientes. As crianças mais pobres têm o dobro de probabilidade em relação aos mais ricos de morrer antes de completar cinco anos e de sofrer de má nutrição crônica. Um menino nascido em Serra Leoa, por exemplo, possui uma chance 30 vezes maior do que a de um britânico de falecer antes de seu quinto aniversário.   

Os piores dados são os da África Subsaariana, onde pelo menos 247 milhões de crianças (dois terços do total) vivem em condição de pobreza multidimensional (ou seja, privadas não apenas de dinheiro, mas também de saúde e educação), e cerca de 60% dos jovens entre 20 e 24 anos têm apenas quatro anos de estudos.   

Mantendo-se o atual cenário, a África Subsaariana registrará metade das 69 milhões de mortes infantis por causas evitáveis previstas para até 2030. "O relatório apresenta um preocupante quadro sobre o que o futuro reserva às crianças mais pobres, a menos que governos, doadores, organizações internacionais e o mundo econômico acelerem os próprios esforços em favor das necessidades dessas crianças", acrescenta o documento do Unicef.   

Segundo o fundo, investir nos meninos e meninas mais desfavorecidos pode dar benefícios imediatos e em longo prazo.   

"A desigualdade não é permanente ou intransponível", diz o relatório. (ANSA)
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