Ação do EI em Bangladesh acaba com 20 mortos;9 são italianos

ROMA, 02 JUL (ANSA) - Terminou em tragédia a invasão de jihadistas armados em um restaurante de Daca, em Bangladesh, neste sábado (02).   

Ao todo, 20 estrangeiros foram mortos no ataque reivindicado pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI, ex-Isis), sendo que nove vítimas eram italianas. Outras 13 pessoas foram libertadas durante a invasão da polícia local.   

De acordo com o governo de Roma, 11 italianos estavam presos dentro do Holey Artisan Bakery, um dos cafés mais frequentados da zona diplomática de Daca, na hora do ataque. Há ainda a chance de outros italianos estarem entre os feridos ou desaparecidos, informou o ministro das Relações Exteriores, Paolo Gentiloni.   

Há a notícia de que há pelo menos um italiano que não entrou em contato com a família. "Por enquanto, ele não está entre os cadáveres identificados no obituário militar de Daca. São 20 vítimas e essa pessoa não está entre elas. Pode estar entre os feridos ou desaparecida. Estamos trabalhando e estamos em contato com as famílias", ressaltou Gentiloni.   

Toda a ação começou por volta das 9h da noite (hora local) e terminou apenas no amanhecer deste sábado (02), por volta das 7h40 (hora local).   

De acordo com as autoridades locais, seis extremistas foram mortos e um foi capturado após a troca de tiros entre criminosos e policiais. Um porta-voz do Exército afirmou que a maior parte das vítimas são italianos e japoneses e que os corpos apresentam "cortes de lâminas afiadas", como uma degolação.   

Um dos sobreviventes contou à mídia local que aqueles que sabiam o Corão, o livro sagrado do islamismo, eram poupados. Todos os outros foram torturados e depois mortos.   

O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, fez um pronunciamento sobre o ataque. "Nós acompanhamos durante toda a noite a situação e esperávamos um desfecho diferente. Agora, um avião da Presidência está seguindo em direção a Daca. As notícias oficiais serão dadas primeiro às famílias das vítimas", disse o premier.   

"Perante à tragédia do extremismo radical, acredito que seja o momento de que, uma Itália unida, dê uma mensagem de dor e de compaixão. Choremos lágrimas de solidariedade e compaixão, mas também é hora de dar uma mensagem de determinação. A Itália não vai recuar diante da loucura daqueles que querem destruir nossa vida cotidiana. Somos atingidos, mas não mudaremos", afirmou ainda.   

Após o pronunciamento, a Farnesina divulgou os nomes dos italianos mortos: Adele Puglisi, Marco Tondat, Claudia Maria D'Antona, Nadia Benedetti, Vincenzo D'Allestro, Maria Rivoli, Cristian Rossi, Claudio Cappelli e Simona Monti. (ANSA)
Veja mais notícias, fotos e vídeos em www.ansabrasil.com.br.


Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos