Bangladesh nega que ataque tenha sido realizado pelo EI

DACA, 03 JUL (ANSA) - As autoridades de Bangladesh negaram neste domingo (03) que o ataque realizado em um restaurante em Daca, que deixou ao menos 20 mortos, sendo 9 italianos, tenha sido realizado por jihadistas ligados ao grupo terrorista Estado Islâmico (EI, ex-Isis).   

Segundo o ministro do Interior, Asaduzzaman Khan, os seis jovens eram "altamente instruídos" e provenientes de famílias ricas do país. "Eles eram do grupo jihadista bengalês Jumatul Mujahedeen Bangladesh, declarado ilegal no país há mais de 10 anos", acrescentou Khan dizendo que agora "virou moda" ser extremista.   

De acordo com a mídia local, ao menos três terroristas foram identificados por amigos nas redes sociais e confirmam a teoria do governo.   

Nibras Islam, Meer Saameh Mubasher e Rohan Imtiaz eram filhos de membros do governo ou grandes empresários do país e estudaram em colégios particulares de Daca. Eles teriam "desaparecido" há alguns meses e há imagens de parentes pedindo para eles "voltarem para casa" após terem deixado tudo para trás.   

Porém, neste sábado (02), o EI divulgou imagens na internet de cinco jihadistas identificando-os como pertencentes ao grupo.   

- Itália: País com maior número de vítimas na tragédia, a Itália está em luto. Um avião da Presidência do país já chegou a Daca com representantes diplomáticos para liberar o quanto antes os corpos das nove vítimas italianas.   

"Era um comando pronto para tudo. Nós acompanhamos o caso a todo o instante. Eu acredito que toda a parte de negociação tenha sido falsa porque eles entraram lá para matar. Agora, somos uma grande família atingida pela dor. Há divisões políticas aqui, mas os valores da família italiana são maiores e mais fortes", disse o primeiro-ministro, Matteo Renzi, neste domingo.   

O premier ainda aproveitou para "agradecer o Presidente da República que escolheu interromper sua viagem para estar próximo às famílias", citando a suspensão das etapas no Uruguai e na Argentina do giro pela América Latina de Sergio Mattarella.   

"Nesta semana, encontrarei os líderes de todas as forças parlamentares e nós discutiremos tudo, mas hoje é dia de dor. O EI está perdendo terreno em nível militar na Síria, no Iraque, na Líbia. O espaço ocupado no território pelo chamado Estado Islâmico se reduziu. Mas, teremos punho de ferro a quem pensa em trazer para nós esses valores, uma estratégia baseada no ódio e no terror. Importante é o aspecto da educação. Precisamos destruí-los sem piedade, mas também evitar que a próxima geração seja como essa", concluiu Renzi. (ANSA)
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