Em lágrimas, Eduardo Cunha renuncia à Presidência da Câmara

SÃO PAULO, 7 JUL (ANSA) - O presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, anunciou nesta quinta-feira, dia 7, que deixará o cargo.   


Em coletiva de imprensa realizada em Brasília, Cunha disse que "a casa está acéfala" e que "somente minha renuncia poderá dar fim a essa instabilidade".   


Ele ainda destacou, em pronunciamento, como "marco de sua gestão" a abertura do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.   


Às lágrimas, disse sofrer perseguições e que está pagando "um alto preço" pela iniciativa. "Atuei para que o país se livrasse do criminoso governo do PT, retirando o país do caos dessa criminosa e desastrada gestão".   


Cunha ainda afirmou que "a principal causa do meu afastamento é consequência disso".   


"Continuarei a defender minha inocência", disse, sobre a investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta movimentação de contas secretas na Suíça com dinheiro recebido em propinas.   


Com sua saída, uma nova eleição deve ser convocada pelo líder interino, Waldir Maranhão, no prazo de cinco sessões.   


A decisão de deixar o cargo aconteceu após a divulgação do voto de Ronaldo Fonseca na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), recomendando a cassação de seu mandato.   


Deixando a liderança da Câmara, Cunha pretende salvar seu mandato como deputado federal. (ANSA)
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