Menina de 3 anos morre nos EUA após atirar na própria cabeça

NOVA YORK, 7 JUL (ANSA) - Uma menina de três anos morreu nesta semana ao disparar uma arma contra sua cabeça na Califórnia. A morte da criança reavivou mais uma vez a polêmica que ronda os Estados Unidos sobre a facilidade de se conseguir armas de fogo no país.   

Segundo a imprensa local, a tragédia aconteceu na cidade californiana de Lemoore quando a menina, que estava no apartamento dos amigos de seus pais, foi para um dos quartos e encontrou a arma, de fácil alcance, carregada e destravada.   

Neste momento, de acordo com o relato da mãe da garota, se escutou um disparo. A menina foi socorrida rapidamente por uma ambulância, mas não resistiu ao ferimento e morreu no hospital.   

As autoridades de Lemoore informaram que a pistola estava no quarto de uma das duas donas do apartamento, que não estavam no local na hora, e estava registrada em nome de um amigo de uma delas.   

"Acredito que a tragédia poderia ter sido evitada", disse o detetive que investiga o caso, Matthew Smith. Até agora, ninguém foi denunciado. No entanto, de acordo com a polícia, o proprietário da arma pode ser indiciado por negligência.   

Atualmente, estima-se que uma em cada três famílias norte-americanas possui uma arma de fogo. Além disso, de acordo com o Gun Violence Archive, dos 18.330 incidentes recebidos do início de 2016 até maio deste ano, 202 crianças com menos de 11 anos foram mortas em acidentes. De acordo com Everytown for Gun Safety Support Found, em 2015 aconteceram ao menos 278 casos onde um menor de idade feriu ou tirou a sua vida ou a de alguém.   

Um levantamento do jornal norte-americano "The Washington Post" também mostrou que de janeiro a maio deste ano, 23 episódios envolvendo uma criança com até 3 anos de idade e uma arma de fogo já foram registrados.   

O direito de possuir uma arma é considerado "sagrado" e "inviolável" para muitos norte-americanos e veemente apoiado por importantes instituições como a Associação Nacional de Rifles (NRA).   

O presidente dos EUA, Barack Obama, pouco tempo depois do massacre que matou 49 pessoas na boate gay Pulse, em Orlando, afirmou que "não há mais desculpas" para não aumentar o controle sobre a venda de armamentos, ideia que é rechaçada categoricamente pelos republicanos, que são maioria no Congresso.   

"Devemos tornar mais difícil que armas de assalto cheguem às mãos de quem quer assassinar americanos. Devemos explicar aos nossos filhos os riscos que as armas põem sobre a comunidade. O status quo não faz sentido", disse o mandatário.   

O controle de armas de fogo nos Estados Unidos também é um assunto bem quente na campanha presidencial norte-americana deste ano. De um lado, a democrata Hillary Clinton já expressou várias vezes que defende uma reforma na legislação de venda de armas no país. Já de outro, o republicano Donald Trump sempre polemiza propondo medidas alternativas de cunho racial e religioso. (ANSA)
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