Com quase 300 mortos, violência leva Sudão do Sul à guerra

ROMA, 11 JUL (ANSA) - O Sudão do Sul voltou oficialmente a ser palco de uma guerra. Nesta segunda-feira (11), a capital Juba entrou em seu quinto dia de confrontos entre forças leais ao presidente Salva Kiir e grupos que apoiam o vice-presidente Riek Machar, antigos rivais. Quase 300 pessoas já morreram nos ataques entre as duas partes, os quais atingiram até estruturas das Nações Unidas e provocaram a morte de um agente chinês.   

Em resposta, o Conselho de Segurança da ONU votou por unanimidade uma declaração que pede a interrupção imediata da violência e da hostilidade no Sudão do Sul. A declaração também pede o apoio de países africanos para o envio de mais pacificadores e agentes da ONU, os chamados "capacetes azuis".   

O porta-voz do vice-presidente Riek Machar disse que o país "está pronto para voltar à guerra", acusando as forças fieis ao presidente Salva Kiir de ter "iniciado" os ataques. Os combates são maiores no bairro de Tomping, na capital do país, onde há o aeroporto local e uma base da ONU. Testemunhas relatam explosões na região.   

Já um acampamento das Nações Unidas em Jebel está refugiando cerca de 30 mil civis e há relatos de bombas nas zonas ao entorno.   

O clima no Sudão do Sul tem preocupado a Liga Árabe e as representações diplomáticas de outros países. Os Estados Unidos ordenaram a saída dos funcionários não essenciais de sua embaixada em Juba, gesto que pode ser adotado por outras nações ao longo da semana. Os conflitos foram retomados na quinta-feira (7), após cinco militares do Exército, leais a Kiir, morrerem por tiros da guarda pessoal de Machar. Na sexta-feira, houve um tiroteio perto da residência oficial, onde o presidente e o vice-presidente estavam reunidos para negociações. Já ontem (10), a casa de Machar foi atacada por tanques e helicópteros. Os dois líderes lutaram um contra o outro em uma guerra civil de dois anos iniciada em 2013. O Sudão do Sul celebraria seu quinto aniversário de fundação do país, que se separou do Sudão e é a nação mais jovem da atualidade. (ANSA)
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