É preciso ouvir os negros, diz Obama em Dallas

WASHINGTON, 12 JUL (ANSA) - Com um discurso de união e pedindo resistência contra o "desespero", o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, participou nesta terça-feira (12) de uma cerimônia em homenagem aos cinco policiais assassinados durante uma manifestação em Dallas na semana passada.   

Durante o evento, o mandatário voltou a dizer que o país não está "dividido" e ressaltou a importância de não deixar que os agentes das forças de segurança tenham falecido "em vão". "Não estamos divididos como muitos pensam. Eu o sei porque conheço a América", afirmou, acrescentando que a dor pode tornar os EUA uma "nação melhor, com mais justiça e paz".   

Embora tenha reconhecido a persistência do preconceito racial na sociedade norte-americana, Obama destacou que é preciso "rechaçar" o desespero que muitos sentem por conta dos recentes tiroteios. Os cinco policiais foram mortos por Micah Xavier Johnson, negro de 25 anos que queria se vingar da violência usada por agentes brancos contra afro-americanos.   

"Nenhum indivíduo e nenhuma instituição estão inteiramente imunes ao preconceito racial. O racismo não acabou. Se formos honestos, seremos capazes de sentir os preconceitos dentro de nós", disse Obama, que afirmou ainda que a sociedade não pode ignorar as manifestações dos negros contra a violência policial.   

A cerimônia em Dallas também contou com a presença do ex-presidente George W. Bush, que lançou um apelo pela unidade dos Estados Unidos. "Os americanos devem lembrar de seus compromissos com os ideais comuns como meio de superar as divisões", declarou. (ANSA)
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