Corte Europeia se divide sobre uso do véu islâmico

BRUXELAS, 13 JUL (ANSA) - A Corte Europeia de Justiça está dividida sobre a questão de se os habitantes da União Europeia (UE) podem ou não ser proibidos de usar o véu islâmico nos ambientes de trabalho. A questão veio à tona após duas magistradas do organismo tomarem decisões diferentes sobre questões parecidas e agora a Corte terá que tomar uma decisão definitiva sobre o tema nos próximos meses.   

A advogada-geral da organização, Eleanor Sharpston definiu hoje, dia 13, que banir o traje se trata de uma discriminação ilegal direta, falando sobre uma funcionária muçulmana de uma empresa de tecnologia francesa que foi demitida ao se recusar a tirar o véu.   

Na França os servidores públicos são proibidos de uso de vestimentas religiosas, como o véu ou o quipá judaico, mas não os do setor privado.   

Em maio, no entanto, sua colega Juliane Kokott tomou uma decisão diferente para um caso muito semelhante registrado na Bélgica, defendendo que a neutralidade religiosa e ideológica é uma questão legítima. Apesar de as opiniões serem apenas consultivas, elas geralmente são levadas em consideração pelo Tribunal. (ANSA)
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