UE propõe pagar 10 mil euros por cada refugiado realocado

BRUXELAS, 13 JUL (ANSA) - A Comissão Europeia propôs nesta quarta-feira (13) que seus Estados-membros recebam 10 mil euros (cerca de R$ 36 mil) para cada solicitante de refúgio acolhido no âmbito do sistema de redistribuição de imigrantes adotado pelo bloco no ano passado.   

A ideia foi apresentada pelo comissário europeu para Migração, Assuntos Internos e Cidadania, Dimitris Avramopoulos, que também defendeu que cada país decida quantas pessoas poderá abrigar anualmente. "É uma janela genuína para fechar a porta às entradas irregulares", afirmou o grego.   

Aprovado em setembro de 2015, o plano da União Europeia para lidar com a crise migratória prevê a realocação de 160 mil solicitantes de refúgio até o mesmo mês de 2017. No entanto, até maio passado, apenas 1,5 mil haviam sido redistribuídos.   

Essa política tem como objetivo dividir por toda a UE o peso do primeiro acolhimento a imigrantes que entram ilegalmente nas fronteiras europeias, hoje concentrado em Grécia e Itália, que estão relativamente perto de Turquia e África, respectivamente.   

Contudo, ela enfrenta forte oposição do grupo Viségrad, formado por Eslováquia, Hungria, Polônia e República Tcheca, que são contra a obrigação de receber solicitantes de refúgio abrigados em outros países. Por conta disso, Bruxelas também estuda criar um sistema único de asilo, com procedimentos, critérios e padrões iguais em todos os seus Estados-membros.   

Isso evitaria que imigrantes escolhessem as nações aonde pedir proteção - muitos entram na Europa por Itália e Grécia, mas se recusam a ser registrados nesses países para solicitar refúgio em Estados mais ricos, como a Alemanha.   

Enquanto a UE não encontra a melhor forma de combater a crise migratória, as tragédias continuam. Nesta quarta-feira, um naufrágio no litoral da ilha grega de Lesbos deixou quatro pessoas mortas, incluindo duas crianças - um menino e uma menina. O barco era proveniente da Turquia.   

Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), mais de 2,9 mil indivíduos já morreram em 2016 tentando entrar ilegalmente na Europa pelo mar. (ANSA)
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