Itália liberta grupo suspeito de jihadismo

BARI, 15 JUL (ANSA) - A Corte de Cassação de Roma, principal instância judiciária da Itália, anulou em definitivo as condenações de cinco homens acusados de pertencerem a uma célula jihadista baseada em Andria, no sul do país.   

Após a sentença, o tribunal determinou a libertação imediata de todos os réus, que estavam encarcerados desde abril de 2013. No entanto, um deles, o imã Hosni Hachemi Ben Hassen, permanecerá atrás das grades porque ainda responde por "instigação ao ódio racial".   

Presos em Bari, quatro suspeitos - Faez Elkhaldey, Ifauoi Nour, Khairredine Romdhane Ben Chedli e Chamari Hamdi - foram condenados em setembro de 2014 a penas de três anos e quatro meses de prisão. Todos são tunisianos. Já o imã Ben Hassen, tido como o suposto líder do grupo, havia sido sentenciado a cinco anos e dois meses de cadeia.   

De acordo com a acusação, os réus "cooperavam com atividades de proselitismo, de financiamento e de obtenção de documentos falsos e mantinham contato com outros membros da organização, estando disponíveis para transferências a zonas de guerra para realizar atividades de terrorismo".   

As condenações foram confirmadas na segunda instância, em setembro de 2015, mas a Corte de Cassação disse que as acusações "não subsistem". O caso de Ben Hassen, imã da mesquita de Andria, é mais complexo. Embora a denúncia de que teria estudado técnicas para construir bombas tenha caído, ele responde a processo por ter comemorado a destruição de igrejas por um terremoto na região italiana de Abruzzos. (ANSA)
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