Países e instituições religiosas condenam ataque em Nice

PARIS, 15 JUL (ANSA) - Os representantes de diversos países, religiões e organizações políticas se uniram para condenar o atentado em Nice, na França, ocorrido nesta quinta-feira (14), responsável por deixar ao menos 84 mortos e centenas de feridos.   

O Conselho Francês para a Fé Muçulmana (CFCM) e a Grande Mesquita de Paris, uma das principais instituições do islamismo francês, condenaram "veemente" o ataque, afirmando ser um "ato criminal horrível e de ódio".   

A Tunísia, país de origem do responsável pelo ataque, identificado como Mohamed Lahouaiej Bouhlel, de 31 anos, comentou como um "ataque terrorista horrível", em uma mensagem do Ministério de Relações Exteriores.   

O secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou "o horrível ataque terrorista em Nice, na França" e reforçou a "necessidade de intensificar os esforços regionais e internacionais para combater o terrorismo e o extremismo violento".   

Foi um "ataque bárbaro e horrível" condenou o Conselho de Segurança da ONU afirmando que "os atos de terrorismo são uma das mais graves ameaças a paz e a segurança internacional".   

O porta-voz do Ministério de Exteriores de Israel Emmanuel Nachshon manifestou em sua conta no twitter "solidariedade à França e ao povo francês neste momento trágico". "Os que atacam a democracia e a tolerância não vencerão nunca", concluiu ele.   

"Israel é seu aliado na luta contra o terrorismo islâmico", assegurou o primeiro ministro Benyamin Netanyahu em uma carta de condolências enviada ao presidente francês, Fracois Hollande.   

O movimento islamita palestino Hamas também condenou o "ato criminal de terrorismo vivido em Nice" em um comunicado em seu site oficial mencionando seus "princípios morais e humanitário que recriminam todo tipo de extremismo e terrorismo".   

"É um ataque mundial", disse o presidente alemão, Joachim Gauck, que está no Uruguay.   

A chanceler Angela Merkel afirmou, em Ulan Bator, na Mongólia (onde está em visita oficial), que a "Alemanha está ao lado da França na luta contra o terrorismo. Eu estou convencida de que mesmo com todas as dificuldades ganharemos esta batalha".   

"É uma tragédia paradoxal", no ataque "haviam pessoas que celebravam a liberdade, a igualdade e a fraternidade", disse o presidente da União Europeia Donald Tusk, que também está na Mongólia.   

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse que a "França pode contar com a Comissão e os outros estados da União Europeia para continuar apoiada na luta contra o terrorismo".   

O secretário geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Jens Stoltenberg, escreveu no Twitter que se sente "consternado e entristecido pelo ataque terrorista covarde em Nice", manifestando a "solidariedade da OTAN com o povo francês".   

O novo ministro de Relações Exteriores do Reino Unido, Boris Johnson, disse estar "abatido e entristecido" pelo ocorrido em Nice e frisou "a terrível perda de vidas humanas".   

Foi um "ato de atrocidade e violência" cometido em uma "festa simbólica", declarou o presidente do Parlamento Europeu, Martin Sgulz.   

O presidente russo, Vladimir Putin, enviou um mensagem de condolências à Francois Hollande dizendo estar "chocado" com tanta "brutalidade e cinismo" por causa do ataque, e ainda, gravou um vídeo pedindo que "todas as forças do mundo se unam para derrotar este mal tremendo".   

O viúvo de Jo Cox, a deputada britânica assassinada há um mês no norte da Inglaterra, disse que "nossos pensamentos estão com as vítimas do ódio".   

"Jo dizia para não combatermos o ódio com o ódio, mas sim nos unirmos para enxugar a água onde se reproduz o extremismo", completou Brendan Cox. (ANSA).   

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