Autor de ataque em Nice se radicalizou em 2 semanas, diz tio

NICE, 18 JUL (ANSA) - Franceses prestaram uma homenagem nesta segunda-feira (18) às mais de 80 vítimas do massacre ocorrido em Nice na semana passada e fizeram um minuto de silêncio diante do Monument du Centenaire, próximo à avenida Promenade des Anglais, palco do ataque.   

Líderes franceses, prefeitos e representantes diplomáticos, como a cônsul italiana Serena Lippi, compareceram à cerimônia. O primeiro-ministro da França, Manuel Valls, no entanto, recebeu vaias do público ao chegar ao local e gritos para que ele "trocasse de emprego". Ontem ele disse que o ataque não era evitável e que não existe "chance zero para o terrorismo".   

Na noite da última quinta-feira (14), no feriado do Dia da Bastilha, Mohamed L. Bouhlel, de 31 anos, atropelou uma multidão que se reunia para assistir à tradicional queima de fogos na orla de Nice. Ele dirigiu um caminhão por cerca de dois quilômetros a uma velocidade de 80 km/h. Mais de 80 pessoas morreram e 200 ficaram feridas, sendo 54 crianças e 50 em estado gravíssimo. A França, que já foi alvo de um atentado em novembro cometido pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI, ex-Isis), com 130 mortos, investiga se o massacre em Nice tem ligações com terrorismo. Um tio do autor do ataque à agência Associated Press que Bouhlel se "radicalizou" há cerca de "duas semanas", através de um recrutador argelino membro do Estado Islâmico em Nice. Mas as autoridades francesas não confirmaram a informação. O ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, ressaltou "que, até o momento não foram comprovadas ligações" com redes terroristas". "Não podemos exluir que ele era um indivíduo desequilibrado e muito violento. E me parece que sua psicologia mostra estes traços de caráter. Se foi apenas um momento ou uma rápida radicalização", comentou Cazeneuve.   

Apesar disso, Valls e o presidente François Hollande vêm dizendo desde a semana passada que o massacre em Nice tem padrões de ataque terrorismo. O mandatário também ordenou um aumento no combate ao Estado Islâmico. De acordo com o ministro da Defesa, Jean-Yves Le Drian, foram realizados novos ataques nesta madrugada contra posições do Estado Islâmico na Síria e no Iraque. Também hoje, o secretário de Estado Juliette Meadel garantiu à ANSA que, a partir da semana que vem, serão concedidas as primeiras indenizações às vítimas do ataque. (ANSA)
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