Funcionário nega ter mudado horário de trem batido na Itália

ROMA, 18 JUL (ANSA) - Questionado pelas autoridades italianas sobre a colisão entre dois trens que deixou mais de 20 mortos e 50 feridos na semana passada, o chefe da estação da cidade de Andria, Vito Piccarreta, negou ter alterado o horário de partida de uma das composições. Ele é o responsável por autorizar todas as partidas de trens da cidade, incluindo a daquele que se acidentou. Relatório aponta que o trem partiu na direção de Corato às 10h59 da manhã, mas isso foi registrado à lápis, apagando o horário original, que estava por baixo. Suspeita-se que, na verdade, o trem tenha partido após as 11h e o horário tenha sido corrigido após o acidente.   

"Eu não fiz isso, aquela não é minha letra", disse Piccarreta às autoridades judiciais. Ele ainda insiste que a composição deixou a estação no horário registrado e não mais tarde.   

A Justiça italiana investiga se foi Piccarreta ou seu colega na estação de Corato, Alessio Porcelli, que teria feito o erro fatal de permitir que o trem pegasse os trilhos no mesmo momento que outra composição, causando o choque frontal. Uma das piores tragédias ferroviárias das últimas décadas na Itália aconteceu entre as cidades de Andria e Corato, quando dois trens se chocaram frontalmente na saída de uma curva em um trecho de binário único. Contudo, os promotores também querem saber por que um projeto de duplicação do ramal não foi concluído, ainda que tenha recebido fundos da União Europeia (UE). (ANSA)
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