Itália cria comissão para estudar radicalização no Islã

ROMA, 18 JUL (ANSA) - O governo italiano aprovou nesta segunda-feira (18) a criação de uma comissão independente para estudar o fenômeno da "radicalização" em comunidades islâmicas. O grupo é formado por analistas e técnicos e apresentará seu primeiro relatório em até três meses. "Confiamos na colaboração das comunidades islâmicas para prevenir os atentados", disse o presidente da comissão parlamentar de segurança, Giacomo Stucchi. "Não há dúvidas de que a matriz do autor do ataque em Nice é o integralismo islâmico. Esta é a galáxia na qual surgiu a ação desta pessoa que, com um novo meio de cometer atentados, provocou um número altíssimo de vítima", acrescentou Stucchi. Já o embaixador e ex-diretor do Departamento de Informações para Segurança (DIS), Giampiero Massolo, disse que "é importante que as comunidades islâmicas moderadas condenem e marginalizem o jihadismo da maneira mais firme". "Para afastar o extremismo e o proselitismo, é igualmente importante que nossas comunidades se mantenham unidas. Esta é uma das maneiras de evitar que um ser humano não se converta em uma bomba mortífera", afirmou.   

A criação da comissão foi debatida durante uma reunião de membros do governo no Palácio Chigi.   

A Itália tomou medidas em suas fronteiras após o ataque de 14 de julho em Nice, no sul da França. Um homem, identificado como Mohamed L. Bouhlel, de 31 anos, atropelou uma multidão que aguardava a tradicional queima de fogos na orla de Nice. Ele jogou seu caminhão a 80km/h contra o público e matou 84 pessoas.   

Outras 200, sendo 54 crianças e 50 correndo risco de vida, estão internadas. Ainda não foi confirmado se Bouhlel havia ligação com grupos terroristas, apesar do Estado Islâmico (EI, ex-Isis) assumir a autoria do ato cerca de 30 horas depois. Desde o início das ameaças do EI contra a Europa, e com os atentados de Paris e Bruxelas em 2015, vários países reforçaram suas medidas de segurança, como a própria Itália.   

A polícia italiana já realizou prisões de uma série de suspeitos de terrorismo, além de operações coordenadas com nações vizinhas. Na semana passada, porém, a Corte de Cassação de Roma, principal instância jurídica da Itália, anulou em definitivo as condenações de cinco homens acusados de pertencerem a uma célula jihadista em Andria. (ANSA)
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