COI adia decisão sobre banimento da Rússia das Olimpíadas

ROMA E MOSCOU, 19 JUL (ANSA) - O Comitê Olímpico Internacional (COI) adiou a decisão sobre a participação russa nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, informou o presidente da entidade, Thomas Bach, nesta terça-feira (19).   


O órgão havia anunciado que divulgaria hoje sua decisão após receber um relatório da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) que recomendava a suspensão de todos os atletas do país por causa de um "sistema de dopagem promovido pelo Estado", que seria de conhecimento da Federação Internacional de Atletismo (Iaaf, na sigla em inglês).   


Até o momento, apenas o atletismo e uma equipe masculina de canoagem estão suspensas por doping dos Jogos do Rio.   


"Examinaremos com cuidado o relatório de [Richard] McLaren analisando as opções legais, comparando a proibição total de todos os atletas e o direito à justiça individual", informou o COI em comunicado. Um dos motivos que levou ao adiamento da decisão foi causado pelo recurso apresentado por 68 atletas russos, incluindo a campeã olímpica do salto com vara Yelena Ysinbayeva, no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS). O recurso será julgado nesta quinta-feira (21) e deve guiar a decisão posterior que será tomada pelo COI.   


Os russos entraram com a ação no TAS afirmando que nunca se envolveram em nenhum caso de doping durante a carreira e que, por isso, não devem ser penalizados. O próprio COI afirmou que aqueles que se submeterem a controle antidoping no exterior poderão ter o direito de competir.   


Porém, mesmo aguardando a decisão do TAS, o Comitê Olímpico anunciou algumas novas medidas contra a Rússia válidas a partir de hoje. Até 31 de dezembro, o COI não patrocinará nenhuma manifestação esportiva no território russo e pediu que as Federação Internacionais façam o mesmo, suspendendo campeonatos mundiais no país.   


Além disso, todos os atletas russos que participaram das Olimpíadas de Inverno de Sóchi, realizadas em 2014, terão seus exames antidoping reavaliados em investigação liderada pelo próprio COI.   


O relatório de McLaren, divulgado nesta segunda-feira (18), acusou o ministro dos Esportes russo, Vitaly Mutko, de ter liderado o esquema de fraude nos exames de dopagem entre os anos de 2010 e 2015. Para a Wada, o Ministério "controlou diretamente" o programa de "doping de Estado".   


Mutko se defendeu dizendo que essas acusações são "irreais e impossíveis" de terem ocorrido. Além da investigação do COI, a Fifa anunciou que também abriu uma investigação contra o ministro com base no relatório da Wada. Atualmente, o russo é membro do Comitê Executivo da entidade e chefe do comitê organizador da Copa do Mundo de 2018, que ocorrerá na Rússia.   


(ANSA)
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