Itália é destino mais seguro do Mediterrâneo para turismo

SÃO PAULO, 20 JUL (ANSA) - Durante os últimos conturbados meses, cheios de crises econômicas e humanitárias e ameças terroristas, a Itália e a Espanha são os dois países que devem ter as melhores taxas de turismo na região do Mediterrâneo para o resto deste ano.   


O atentado em Nice, na França, no dia 14 de julho, e a tentativa de um golpe de Estado na Turquia, no dia 15 do mesmo mês, "não fazem mais do que confirmar um reposicionamento já consolidado dos fluxos de viajantes que estão se tornando mais 'emotivos' e se programam cada vez mais no último minuto", disse o o presidente da Associação Italiana de Agências de Viagens e Turismo (Assoviaggi), Gianni Rebecchi.   


"A Turquia já há um ano não é mais uma meta programada pelos nossos associados, com exceção quando é colocada como uma etapa de deslocamento de rotas para a Ásia e para o Oceano Índico", afirmou o italiano. Já em relação à França, Rebecchi também comentou que "após os atentados de novembro [do ano passado], as reservas caíram em mais de 50%".   


"O norte da África também é um mercado 'fechado'. E se a Grécia está estável em relação a 2015, com sinais de crises em algumas ilhas, as reservas aumentam em 30-35% na Espanha, nas Ilhas Canárias e Baleárias, e também na Itália, consideradas mais seguras", explicou o empresário.   


Já o vice-presidente da companhia Astoi Confindustria Viaggi, Pier Ezhaya, concordou com as estimativas e confirmou que "do ano passado, a Turquia saiu do radar, mesmo com metas top como Antalya e Bodrum" já que "a tentativa de golpe criou problemas imediatos com os trânsitos, as operadores de turismo precisaram proteger seus clientes em outros voos".   


"Mas o dano é mínimo se considerarmos que em 2016 já havia sido registrado uma queda de 80-90% dos fluxos em relação a 2015", afirmou Ezhaya.   


A região na Costa Azzurra, na Itália, no entanto, "não teve um efeito de cancelamentos depois de Nice", disse o empresário.   


"Tivemos alguns pedidos de esclarecimento nas medidas usadas em caso de renúncia ou de mudança de meta, mas apenas nos próximos dias verificaremos eventuais problemas", explicou Ezhaya. (ANSA)
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