Família de Pavarotti proíbe Trump de usar música em campanha

ROMA, 21 JUL (ANSA) - A família do tenor italiano Luciano Pavarotti, morto em 2007, divulgou nesta quinta-feira (21) uma carta na qual pede para o candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, não usar mais uma música cantada pelo artista em sua campanha.   


Ao longo deste ano, a equipe do magnata tocou em diversos comícios a ária "Nessun dorma" ("Que ninguém durma", em tradução livre), composta por Giacomo Puccini e interpretada por alguns dos mais célebres tenores italianos, incluindo Pavarotti.   


A versão do "Maestro" ganhou fama durante a Copa do Mundo de 1990, quando era usada para abrir as transmissões televisivas na Inglaterra, e foi cantada também na abertura dos Jogos de Inverno de Turim, em 2006, ocasião da última apresentação do tenor.   


"Tomamos conhecimento que a ária 'Nessun dorma' interpretada por Luciano Pavarotti está sendo utilizada como parte da trilha sonora da campanha eleitoral de Donald Trump. Cabe a nós lembrar que os valores de irmandade e solidariedade que Luciano Pavarotti expressou ao longo de sua carreira são incompatíveis com a visão de mundo proposta pelo candidato Donald Trump", diz a carta, que é assinada pelas filhas do artista Lorenza, Cristina e Giuliana e por sua última esposa, Nicoletta Mantovani.   


O texto é escrito em italiano e inglês e deixa claro a desaprovação da família ao uso da música pelo magnata. Em fevereiro passado, a cantora britânica Adele já havia adotado atitude semelhante ao proibir o bilionário de utilizar as canções "Rolling in the deep" e "Skyfall" em comícios. (ANSA)
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