Em carta a Papa, líder palestino condena ataque a igreja

ROMA, 27 JUL (ANSA) - O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, enviou uma carta ao papa Francisco para condenar o ataque do Estado Islâmico a uma igreja na França. Ele também disse que nenhuma justificativa é válida para violência em nome da religião. "Estamos desconcertados com o tirano ataque à igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray, no qual perdemos o padre Jacques Hamel. Em nome do Estado da Palestina e do povo palestino, e em meu nome pessoal, condeno a odiosa ação terrorista e qualquer justificativa que se possa dar pela religião a estes atos contra a humanidade", disse Abbas, que é muçulmano. "Estaremos sempre lado a lado para difundir o amor, a misericórdia e a justiça contra o ódio e o integralismo, e para fazermos crescer juntas a paz e a justiça em toda a humanidade", prometeu o líder palestino, em uma carta oficial. Os bispos católicos na Terra Santa também divulgaram uma mensagem de apoio à França e à Igreja Católica. "Da Terra Santa, que continua sofrendo violência e instabilidade, aumentamos nossas vozes para pedir o fim do uso da violência em nome da religião e, além do mais, usá-la como via para promover o respeito recíproco e a compreensão entre os povos", pediu uma nota do Patriarcado Latino de Jerusalém.   

O ataque à igreja ocorreu na manhã de ontem (26), quando dois homens invadiram a missa e degolaram o padre Hamel, de 86 anos, em público. Os agressores foram mortos pela polícia e o grupo Estado Islâmico assumiu a autoria do ataque, que aconteceu 12 dias depois do massacre em Nice. Foi o primeiro atentado do Estado Islâmico a um alvo católico dentro da Europa, apesar do grupo realizar frequentemente perseguições e sequestros de cristãos no Oriente Médio, além da destruição e demolição de templos e locais de cultos.   

Há dois anos, o Estado Islâmico também faz ameaças contra a Igreja Católica e promete dominar Roma para hastear sua bandeira no Vaticano. Em junho de 2015, o Vaticano assinou seu primeiro tratado com a Palestina para reconhecer o Estado. O acordo enfureceu o governo de Israel, que o considerou "prejudicial às negociações de paz" que têm sido promovidas pelo papa Francisco. (ANSA)
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