Obama suspeita de interferência russa em eleições nos EUA

WASHINGTON, 27 JUL (ANSA) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta quarta-feira (27) que é possível que a Rússia esteja tentando influenciar o resultado das eleições presidenciais norte-americanas.   

Hackers russos são suspeitos de terem vazado cerca de 20 mil emails trocados entre funcionários do Partido Democrata e a equipe de Hillary Clinton e que indicam um suposto favorecimento da cúpula da legenda à candidatura da ex-primeira-dama, em detrimento de Bernie Sanders.   

O escândalo provocou a renúncia da presidente democrata, Debbie Wasserman, e protestos de apoiadores do senador socialista durante a convenção do partido, na Filadélfia. "Tudo é possível", respondeu Obama à "NBC", ao ser perguntado sobre uma possível responsabilidade de Moscou no caso.   

"Aquilo que sabemos é que os russos violam os nossos sistemas, não apenas os do governo, mas também os privados", acrescentou.   

Os serviços de inteligência norte-americanos já informaram à Casa Branca que há uma "elevada convicção" de que o Kremlin está por trás do vazamento.   

A notícia foi publicada pelo jornal "The New York Times", que, no entanto, fez a ressalva de que os agentes não sabem ao certo se a ação foi parte de uma atividade de espionagem rotineira - como aquelas que os Estados Unidos fazem no mundo todo - ou de um esforço para manipular as eleições presidenciais.   

As mensagens eletrônicas foram divulgadas pelo WikiLeaks, cujo fundador, Julian Assange, colabora com a emissora "RT" (ligada ao Kremlin) e declarou sem meias palavras que o material iria prejudicar Hillary na corrida pela Casa Branca.   

Mas, antes disso, alguns emails foram difundidos pelo hacker "Guccifer 2.0", que os espiões norte-americanos acreditam ser um agente da inteligência militar russa. O escândalo pode travar o desempenho da ex-secretária de Estado na disputa eleitoral e beneficiar seu rival, o magnata Donald Trump, que já foi chamado pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, de "brilhante".   

Por sua vez, o republicano disse que as suspeitas contra Moscou são "inverossímeis" e "ridículas". (ANSA)
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