EUA e México se unem para combater droga que matou Prince

CIDADE DO MÉXICO, 28 JUL (ANSA) - Os governos do México e dos Estados Unidos anunciaram uma aliança para combater o tráfico de fentanil, a nova droga da moda no território norte-americano e que está se tornando uma ameaça nos dois países.   

A produção de fentanil, conhecida também por "heroína sintética", tem deixado o México em estado de alerta, principalmente após ter causado a morte do cantor norte-americano Prince, em 21 de abril deste ano.   

De acordo com uma reportagem do jornal "The New York Times", essa substância, 50 vezes mais potente que a heroína e mais barata, tornou-se a favorita dos cartéis mexicanos por sua "popularidade e potencial nos Estados Unidos, já que gera uma grande margem de dependência".   

A droga é produzida em boa parte dos laboratórios clandestinos do México e também na China, segundo autoridades dos EUA. O fentanil é um analgésico geralmente usado em pacientes com câncer e doenças terminais.   

Durante visita a Washington, a procuradora-geral do México, Arely Gómez, anunciou a criação de um grupo binacional para combater o tráfico da droga. "O problema do fentanil, associado ao da heroína, é uma responsabilidade compartilhada. A estratégia conjunta pretende alcançar resultados em curto prazo", afirmou ela.   

A combinação do fentanil com heroína cria uma substância chamada "China White" (China Branca, em tradução livre), responsável pela morte do ator norte-americano Philip Seymour Hoffman, em 2 de fevereiro de 2014.   

No México, a Procuradoria-Geral da República está preocupada com o consumo excessivo da droga, já que virou uma epidemia, assim como nos Estados Unidos. Desde 2010, o fentanil recuperado pela polícia norte-americana aumentou 20 vezes, de 640 amostras para 13 mil no ano passado, segundo dados do Sistema Nacional de Informação de Laboratórios Forenses.   

As mortes também tiveram um crescimento. Entre o fim de 2013 e o fim de 2014, mais de 700 norte-americanos morreram de overdoses ligadas ao fentanil. (ANSA)
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