Merkel rejeita mudar política de acolhimento de refugiados

BERLIM, 28 JUL (ANSA) - A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, negou que irá reverter as políticas de recebimento de imigrantes no país após os recentes atentados registrados nos últimos dias.   

"Estamos em guerra com o Estado Islâmico (EI,ex-Isis) e não contra o Islã. Combatemos o terrorismo", disse em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira, dia 28.   

Merkel ainda disse esperar que os jihadistas sejam isolados dentro da própria comunidade islâmica.   

Também segundo ela, os agressores "querem minar nosso senso de comunidade, nossa abertura e nossa vontade de ajudar as pessoas necessitadas".   

Merkel interrompeu suas férias no interior da Alemanha para falar com jornalistas após o país sofrer quatro atentados terroristas em menos de uma semana. Segundo ela, isso é "chocante, opressivo e deprimente", mas não significa que as autoridades alemãs perderam o controle. Ela aproveitou a oportunidade para apresentar um plano de reforço da segurança do país.   

Alta tensão na Alemanha - No último domingo, dia 24, um refugiado de origem síria explodiu uma bomba, se matando e ferindo 15 pessoas, durante um festival de música realizado na cidade de Ansbach, nas proximidades de Nuremberg. Esse é mais um de uma série de ataques do tipo no espaço de poucos dias no país. Ainda na noite do último domingo, um refugiado sírio de 21 anos matou uma mulher com um facão em Reutlingen e deixou outras duas pessoas feridas durante um ataque em um restaurante que, segundo as autoridades locais, não tinha ligações com terrorismo. Na última sexta-feira, um homem abriu fogo em um shopping em Munique, deixando nove mortos e mais de 30 feridos. O atirador, identificado como Ali Sonboly, um jovem de 18 anos de origem iraniana, era obcecado por armamentos e sofria com bullying na escola. Na último dia 18, um jovem afegão de 17 anos invadiu um trem com destino a Wurzburg, no centro-sul da Alemanha, com um machado e feriu quatro pessoas, sendo três gravemente. Os episódios reacenderam o debate sobre as políticas de acolhimento adotadas pelo governo Merkel. No início do ano, sua decisão de receber milhares de refugiados já havia sido bastante criticada após a onda de abusos sexuais registrada em Colônia na noite de Ano Novo. (ANSA)
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