Ativistas denunciam uso de gás tóxico na Síria

BEIRUTE, 2 AGO (ANSA) - Dezenas de civis sírios, entre eles mulheres e crianças, foram intoxicados com "gases venenosos" emitidos por helicópteros em Saraqeb, no noroeste da Síria. Segundo ativistas que atuam em Idlib, nas proximidades da cidade, cerca de 30 pessoas foram hospitalizadas apresentando sinais de sufocação e dificuldades respiratórias após bombardeios realizados na madrugada entre segunda e terça-feira.   

Eles, no entanto, não puderam determinar que tipo de gás as bombas continham, mas os sintomas apontam que se trata de clorino.   

Denúncia foi feita dias depois de o hospital pediátrico de Idlib ter sido atingido, na última sexta-feira (29), por um bombardeio que matou pacientes e médicos, como informou a ONG Save The Children, ressaltando que o local realiza cerca de 300 partos por dia e atende 1,3 mil mulheres todo mês. A Associação Médica Independente da Síria disse que ao menos sete hospitais de campanha e um banco de sangue foram bombardeados na semana passada nas imediações da cidade síria de Aleppo por forças russas e pelo regime do ditador Bashar al-Assad. A Organização das Nações Unidas (ONU) se ofereceu para controlar os corredores humanitários criados pela Rússia em Aleppo para permitir que 250 mil civis fujam da cidade sitiada. Episódio também foi registrado não muito distante de onde um helicóptero militar de Moscou foi abatido ontem. Todos os cinco tripulantes morreram.   

O porta-voz do Kremilim, Dmitri Peskov, disse que "é muito difícil responder a essas notícias, que nem sempre se sabe de onde vêm". (ANSA)
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