Melhor chef do mundo cozinhará de graça nos Jogos do Rio

Por Beatriz Farrugia SÃO PAULO, 2 AGO (ANSA) - Além dos atletas mais potentes da atualidade, o Rio de Janeiro receberá durante os Jogos Olímpicos a visita do premiado chef italiano Massimo Bottura, da Osteria Francescana, eleito o melhor restaurante do mundo de 2016.   


Bottura, de 53 anos, cozinhará pasta de graça para pessoas de baixa renda a partir do dia 9 de agosto, na Lapa, como parte do projeto social "Refetto Rio Gastromotiva". Além de oferecer alimentação gratuita, o projeto tem o objetivo de construir um sentimento de dignidade em volta da mesa de refeição e ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade social.   


Chefs de várias partes do mundo serão convidados a assumir o fogão do restaurante coletivo, como Andoni Luis Aduriz, Andrea Berton, Mauro Colagreco, Alain Ducasse, Carlos Garcia, Rodolfo Guzman, Leonor Espinosa, Francis Mallmann, Virgilio Martinez e Pia Leon, Davide Oldani, Elena Reygadas, Joan Roca, Kamilla Seidler, Mitsuharu Tsumura estão no time dos que cozinharão no restaurante coletivo durante todos os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Dos que atuam no Brasil, foram chamados para a iniciativa Alex Atala, Felipe Bronze, Manu Buffara, Thiago e Felipe Castanho, Teresa Corçao, Rafa Costa e Silva, Alberto Landgraf, André Mifano, Rodrigo Oliveira, Helena Rizzo, Roberta Sudbrack, Thomas e Claude Troisgros. "Refetto", em italiano, deriva do latim, "reficere", que significa "refazer", "restaurar". No Rio de Janeiro, a iniciativa pretende chamar a atenção para o problema do desperdício alimentar e para recuperar, com a gastronomua, a dignidade humana. O restaurante coletivo ficará aberto na Rua da Lapa, 108, e terá decoração do artista Vik Muniz e do designer Maneco Quinderé. O projeto foi criado pela ONG "Food for Soul", idealizada por Bottura para lutar contra o desperdício e pela inclusão social.   


Durante a Expo Milão de 2015, o chef italiano organizou o "Refettorio Ambrosiano", uma cantina para pessoas de baixa renda dentro de um teatro abandonado que recebeu mais de 60 chefs internacionais. O local ainda funciona e atende ao público sob gestão da Caritas. A iniciativa no Rio de Janeiro também conta com o apoio da ONG "Gastromotiva", do chef brasileiro David Hertz, que atua na promoção da integração social através da culinária e da transformação dos alimentos. Em 8 de julho, o "Refetto Rio Gastromotiva" foi apresentado à Organização Mundial das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), dirigida pelo brasileiro José Graziano da Silva. "Ter sucesso hoje em dia significa usar o ingrediente da cultura, porque cultura é o conheciemento, e o conhecimento abre a consciência e cria responsabilidade", disse Bottura, que tem apenas 230 mil seguidores no Instagram e uma participação ativa na comunidade de Modena.   


Em 2012, com o terremoto que devastou a região da Emilia Romagna, Bottura ajudou a associação de produtores de queijo da cidade a vender milhares parmesões que tinham sido danificados.   


Como? Criando um risoto cuja receita de parmesão rodou o mundo.   


(ANSA)
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