Para Brasil,conquistar ouro olímpico no futebol é obrigação

ROMA, 02 AGO (ANSA) - Uma preparação mais longa do que a dos adversários, jogadores talentosos, a torcida a favor e a presença de Neymar. Todos esses fatores fazem do Brasil o grande favorito do torneio olímpico de futebol, no qual a Itália não estará presente mais uma vez.   


Contra a seleção, no entanto, joga o fato de que a torcida pode se transformar em uma pressão insustentável, como já ocorreu na Copa do Mundo há dois anos. Além disso, pesa o fato de que o ouro olímpico na modalidade tornou-se uma verdadeira "obsessão" para os brasileiros.   


Apesar das baixas de última hora, como a lesão de Douglas Costa e do veterano goleiro Fernando Prass, a equipe de Rogerio Micale aposta no trio de ataque formado por Neymar, que será o capitão do time, Gabriel Jesus e Gabigol para buscar a única conquista que falta para o futebol brasileiro.   


A situação lembra o que ocorreu nos Jogos de Pequim, em 2008, quando o craque Ronaldinho Gaúcho estava no elenco e havia a quase certeza da conquista. No entanto, apesar de subir ao pódio, a medalha de bronze foi "amarga". Ou ainda a final contra o México, em Londres 2012, que deixou os brasileiros com a prata em uma equipe que contava com a "promessa" Neymar. Porém, pode ser considerado como uma "mãozinha" para a conquista inédita o próprio sorteio de grupos, que colocou os anfitriões no grupo A com a Dinamarca, Iraque e África do Sul. Os três, ao lado das Ilhas Fiji que está o grupo C com Alemanha, Coreia do Sul e México, estão entre as seleções apontadas como as mais fracas da competição. No grupo B, no entanto, aparecem a Suécia (campeã do último europeu sub-21), Colômbia, Japão e Nigéria, enquanto no D estão Portugal, Honduras, Argélia e Argentina. Esta última não contará com as joias do Campeonato Italiano, que não foram liberadas pelos clubes, Paul Dybala (Juventus), Mauro Icardi (Inter) e Leandro Paredes (Roma). Nestas condições, parece muito difícil conquistar o tricampeonato olímpico, que conta com medalhas em Atenas (2004) e Pequim (2008), sendo que o bicampeonato veio com a participação do astro Lionel Messi. Além disso, os problemas na Associação de Futebol Argentino (AFA) conturbaram ainda mais o ambiente esportivo. Após a saída do treinador Tata Martino, Julio Olarticoechea, campeão do mundo em 1986, assumiu o comando da equipe olímpica.   


A posição de favoritismo do Brasil tem sua equivalência também entre as mulheres. A seleção dos Estados Unidos estará no Brasil para conquistar seu pentacampeonato - mesmo com a presença das anfitriãs brasileiras e da Alemanha. Hope Solo e companhia prometem não decepcionar dentro das quatro linhas. (ANSA)
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