Denúncias de Nisman contra Kirchner podem ser retomadas

BUENOS AIRES, 3 AGO (ANSA) - A Justiça da Argentina aceitou a denúncia de familiares das vítimas do atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), que deixou 85 mortos em 1994, no processo que investiga se a ex-presidente Cristina Kirchner teria agido para acobertar os terroristas.   

Apesar de o processo ter sido arquivado, novos desdobramentos podem resultar em sua retomada, especialmente após, ainda nesta terça-feira, a Delegação das Associações Israelitas Argentinas (Daia) pedir a reabertura das investigações.   

Em comunicado apresentado à Justiça, o presidente da Daia, Ariel Cohen Sabban, explicou que "surgiram novos elementos não avaliados anteriormente, motivo pelo qual o caso deve ser reaberto".   

Em janeiro de 2015, o promotor especial que investigava o atentado, Alberto Nisman, acusou a então presidente Cristina Kirchner de "decidir, negociar e organizar um plano de impunidade e acobertar os foragidos iranianos acusados pela explosão [da Amia] com o objetivo de fabricar a inocência do Irã". Segundo o magistrado, que apareceu morto poucos dias depois, ela teria tido motivos comerciais, como intercâmbio de petróleo e grãos. Cristina, por sua vez, disse recentemente que sofre perseguição do governo do atual presidente, seu rival há anos, Mauricio Macri, e que não duvidava que a oposição tentaria desarquivar a causa.   

Se o caso for reaberto, a situação da ex-mandatária irá se complicar ainda mais na Justiça. Cristina já está envolvida em uma investigação por fraude, suposta lavagem de dinheiro e muitos a acusam de enriquecimento ilícito enquanto esteve na Presidência. Histórico - O ataque, causado por um carro-bomba, à sede da Amia, no bairro Once, região central de Buenos Aires, deixou 85 mortos e cerca de 300 feridos. Os responsáveis pelo ataque terrorista nunca foram identificados com certeza ou julgados.   

A Argentina registra a maior população judaica da América Latina. (ANSA)
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