Itália expulsa ex-capitão jihadista de seleção de críquete

ROMA, 03 AGO (ANSA) - O paquistanês Aftab Farooq, expulso pela Itália no início da semana por suspeita de envolvimento com o terrorismo, já foi capitão da seleção italiana juvenil de críquete.   

Farooq, de 26 anos, estaria planejando um ataque contra o Aeroporto Internacional Caravaggio, em Bergamo, o terceiro mais movimentado do país. O homem havia jurado lealdade ao Estado Islâmico (EI) e vinha sendo acompanhado de perto pela polícia.   

Em dezembro passado, ele foi flagrado em um grampo dizendo a um amigo que "não seria difícil atingir um avião". "É preciso provocar alguns danos porque eles matam os muçulmanos. Nós não somos bons porque não fazemos nada", acrescentou.   

Sua expulsão foi determinada pelo Tribunal Civil de Turim, e ele agora está a caminho de Islamabad, capital do Paquistão. Farooq trabalhava como estoquista em uma loja da rede Decathlon nos arredores de Milão e também pretendia atacar uma enoteca. "Coloquemos uma bomba ou disparemos com kalashnikov. Os europeus devem ficar aterrorizados", afirmou em outra escuta telefônica.   

Em entrevista à ANSA, seu irmão mais velho, que preferiu não se identificar, refutou as acusações e disse que Farooq "ama a vida". "Ele tinha uma coleção de moedas e de selos e adora os animais. Nunca teria feito aquilo que os jornais escrevem", afirmou.   

Fabio Marabini, presidente do clube Kingsgrove Milano, já defendido pelo paquistanês, fez eco às declarações do irmão e contou que a pessoa descrita pela imprensa "está muito longe" daquela que ele conhece. "Espero que se trate de um equívoco", acrescentou.   

Farooq iniciou uma carreira promissora no críquete, chegando ao posto de capitão da seleção italiana sub-19, mas depois abandonou o esporte, que é muito popular no Paquistão.   

Prisão - Um jovem sírio foi preso nesta quarta-feira (3) em Gênova por suspeita de envolvimento em atividades terroristas.   

Identificado como Mahmoud Jrad, o homem tem 23 anos e mora com a família em Varese, no norte da Itália. Segundo as investigações da polícia, ele planejava viajar à Síria para se unir à Frente al-Nusra, ex-braço da Al-Qaeda no país árabe.   

Devido ao "perigo de fuga", foi emitido um mandado de prisão preventiva contra o jovem. No entanto, até aqui não há indícios de que ele estivesse planejando ataques no território italiano.   

Além de Jrad, estão sendo investigadas seis pessoas próximas a ele: seu irmão, três imãs de Gênova e dois colegas de mesquita.   

O sírio desembarcou na Itália em 2012 e se transferiu três anos mais tarde para a capital da Ligúria, onde passou a frequentar locais de culto islâmico.   

Ainda em 2015, entrou na mira dos serviços de inteligência ao viajar para a Síria com o objetivo de se unir a grupos que combatem o regime de Bashar al Assad. Seus pais ainda tentaram evitar a partida, mas sem sucesso.   

Nos últimos dias, suas movimentações para voltar ao país árabe se intensificaram, motivando o mandado de prisão. (ANSA)
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