Macri ameniza críticas do Papa sobre desemprego na Argentina

BUENOS AIRES, 3 AGO (ANSA) - O presidente da Argentina, Mauricio Macri, amenizou uma mensagem do papa Francisco em que o religioso expressa sua preocupação pelos altos índices de desemprego no país.   

Durante ato no Salão Branco da Casa Rosada, Macri explicou que "o papa Francisco disse que o pão tem outro sabor para quem o compra com o próprio esforço. E é assim mesmo".   

Em carta enviada ao presidente da Conferência Episcopal Argentina, monsenhor José María Arancedo, Francisco disse recentemente que "pão é mais fácil de conseguir porque sempre há alguma pessoa ou instituição boa nas proximidades, pelo menos na Argentina onde nosso povo é tão solidário". O líder religioso, no entanto, lamenta que seja tão difícil conseguir emprego, especialmente "quando vivemos momentos nos quais os índices de desocupação são significantemente altos".   

"Quando pedimos trabalho, estamos pedindo para poder ter dignidade", concluiu.   

Macri assumiu a Presidência em dezembro do ano passado, prometendo, entre outras coisas, que tiraria a Argentina da crise econômica. Pouco tempo depois ele anunciou uma "revisão" dos contratos públicos e desde então vem sendo registrada uma onda de demissões nos setores público e privado. Segundo sindicatos trabalhistas, desde que Macri tomou o Poder, ao menos 200 mil demissões foram contabilizadas no país.   

Tensão - Recentemente, uma decisão do Pontífice de não aceitar uma doação do líder causou polêmica e chamou a atenção da mídia argentina. A Fundação Scholas Occurrentes, programa educativo com escolas no mundo todo impulsionado por Francisco, rejeitou uma doação de mais de US$ 1 milhão, sob recomendação do próprio líder da Igreja Católica. O gesto da entidade gerou um grave incidente político e fez os argentinos questionarem a verdadeira relação de Jorge Mario Bergoglio com o novo mandatário do país. Segundo o blog "Vatican Insider", "para o Papa, foi uma surpresa e não foi positiva", explicando que Francisco considerou o valor da doação exagerado, já que a Argentina tenta sair de uma crise econômica. (ANSA)
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