Com polêmica do zika, golfe volta aos Jogos após 112 anos

ROMA, 04 AGO (ANSA) - É uma grande volta a presença do golfe nas Olimpíadas do Rio de Janeiro. O esporte havia feito parte da grade olímpica em duas edições longínquas dos Jogos, em Paris (1900) e em St. Louis (1904). Para acolher com classe a volta da competição, os organizadores da Rio 2016 decidiram criar um novo campo na zona oeste da cidade carioca, no interior do Parque Natural de Marapendi, mesmo sob protestos dos ambientalistas, que poderá receber até 15 mil espectadores. No Brasil, onde o golfe não é popular, o investimento foi justificado pelo grande interesse internacional que a competição desperta.   


O torneio masculino ocorrerá em quatro rodadas entre os dias 11 e 14 de agosto enquanto o feminino ocorrerá entre 17 e 20 de agosto. Os critérios para definir os 120 participantes nos dois torneios precisavam ser do nível máximo e, por isso, foram escolhidos os 60 primeiros do ranking mundial no dia 11 de julho deste ano.   


Os 15 melhores golfistas entre os homens e as mulheres, limitado a quatro jogadores de cada nacionalidade, foram automaticamente classificados. Os lugares remanescentes foram preenchidos de acordo com a ordem de classificação até o máximo de dois atletas por país - desde que essa nação não tenha dois jogadores entre os 15 melhores.   


Também foram classificados dois atletas brasileiros - um homem e uma mulher - como representantes do país-sede.   


Os parâmetros super complicados deveriam garantir o melhor da qualidade do golfe mundial. Mas, esses critérios tão restritos acabaram não significando nada após uma "epidemia" de renúncias entre os principais concorrentes do torneio. O motivo alegado: o medo do contágio pelo vírus zika. Mesmo com os organizadores e o Comitê Olímpico Internacional (COI) garantindo que a situação estava sob controle, anunciaram a desistência da competição os golfistas Jason Day, Dustin Johnson, Rory Mcllroy e Jordan Spieth - o quatro melhores do mundo - assim como o italiano Francesco Molinari, levando ao total de 20 desistência.   


Porém, especialistas do esporte afirmam que a desistência pode ter um outro motivo: o fato do torneio olímpico não ter nenhuma recompensa financeira. (ANSA)
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